Choque Séptico Pediátrico e Pneumonia Grave: Escolha do ATB

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022

Enunciado

Pedro, 4 anos chega ao PS com relato de 24h de adinamia, febre alta refratária a antitérmicos e sonolência. Recebeu 1 dose de Penicilina Benzatina para tratamento de pneumonia há 3 dias. Ao exame: sonolento, pouco responsivo aos comandos verbais, sem sinais meníngeos, palidez cutânea, FC: 142 bpm, PA: 80x65 mmHg, pulsos finos, FR: 36 irpm, SpO2 93%, TAX 39,4°C, ausculta pulmonar abolida em hemitórax esquerdo, presença de tiragem subcostal e de fúrcula. Abdome atípico, discretamente doloroso, fígado 2 cm RCD. Lesões impetiginosas infectadas em panturrilha direita. O antibiótico indicado para o tratamento deste paciente é:

Alternativas

  1. A) Penicilina Cristalina
  2. B) Ciprofloxacina
  3. C) Vancomicina
  4. D) Azitromicina

Pérola Clínica

Criança com choque séptico, pneumonia grave e lesões cutâneas infectadas → Cobertura para MRSA (Vancomicina) + ATB para Gram negativos.

Resumo-Chave

Em um cenário de choque séptico em criança com pneumonia grave e fatores de risco para patógenos resistentes (como lesões de pele impetiginosas e falha terapêutica prévia), a cobertura para Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) com vancomicina é crucial, além de um beta-lactâmico para outros patógenos.

Contexto Educacional

O choque séptico pediátrico é uma emergência médica caracterizada por disfunção orgânica induzida por infecção, resultando em hipoperfusão tecidual. A rápida identificação e tratamento são cruciais para a sobrevida. A pneumonia grave é uma causa comum de sepse em crianças, e a presença de lesões cutâneas impetiginosas sugere a possibilidade de infecção por Staphylococcus aureus, incluindo cepas resistentes à meticilina (MRSA). A fisiopatologia do choque séptico envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada, levando à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica, resultando em hipotensão e má perfusão. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de infecção e disfunção orgânica, como taquicardia, hipotensão, alteração do estado mental e sinais de desconforto respiratório. O tratamento empírico do choque séptico deve ser de amplo espectro e iniciado o mais rápido possível após a coleta de culturas. Neste caso, a falha de tratamento com penicilina benzatina e a presença de lesões de pele aumentam a suspeita de MRSA ou Streptococcus pneumoniae resistente. Portanto, a vancomicina é o antibiótico de escolha para cobrir MRSA e S. pneumoniae resistente, devendo ser associada a outro antibiótico (ex: cefalosporina de terceira geração) para cobrir outros patógenos comuns em pneumonia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque séptico em crianças?

Sinais incluem taquicardia, hipotensão (tardia), pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado, sonolência, irritabilidade, oligúria e pele pálida/marmorizada.

Por que a Vancomicina é indicada neste caso de pneumonia grave?

A Vancomicina é indicada para cobrir Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), um patógeno comum em infecções de pele e que pode causar pneumonia grave e sepse, especialmente em pacientes com falha de tratamento prévio ou lesões cutâneas.

Quais outros antibióticos seriam considerados em um choque séptico pediátrico?

Além da vancomicina para MRSA, um beta-lactâmico de amplo espectro como ceftriaxona ou cefotaxima (para S. pneumoniae e H. influenzae) ou um carbapenêmico (para cobertura mais ampla de Gram-negativos) seriam considerados, dependendo do foco e perfil de resistência local.

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