Choque Séptico Pediátrico: Manejo Inicial e Vasoativos PALS

MedEvo Simulado — Prova 2025

Enunciado

Uma criança de 4 anos de idade é admitida no pronto-socorro com quadro de febre alta, letargia, taquicardia (FC 160 bpm), taquipneia (FR 40 ipm), pulsos periféricos fracos, tempo de enchimento capilar de 4 segundos e hipotensão (PA 80/40 mmHg para a idade). Ela apresenta sinais de má perfusão periférica, configurando um choque séptico descompensado. A equipe médica inicia a ressuscitação. Com base nas diretrizes de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) da American Heart Association (AHA), versão 2020 e atualizações subsequentes, assinale a alternativa correta sobre o manejo inicial do choque séptico pediátrico:

Alternativas

  1. A) A administração inicial de fluidos deve ser feita com bolus agressivos de 30 mL/kg de solução cristaloide em menos de 10 minutos para reverter rapidamente a hipotensão.
  2. B) A antibioticoterapia de amplo espectro pode ser postergada por até 60 minutos para aguardar a coleta de todas as culturas microbiológicas e garantir a escolha do antibiótico mais específico.
  3. C) Em pacientes com choque séptico que não respondem à fluidoterapia inicial e necessitam de suporte vasoativo, a norepinefrina ou epinefrina são as drogas de primeira linha, devendo ser iniciadas precocemente.
  4. D) O uso de corticoides em dose de estresse é recomendado como terapia de rotina para todos os pacientes pediátricos com choque séptico, desde o diagnóstico inicial, para modular a resposta inflamatória.

Pérola Clínica

Choque séptico pediátrico refratário a fluidos → Norepinefrina/Epinefrina são vasoativos de primeira linha.

Resumo-Chave

No choque séptico pediátrico descompensado, após a fluidoterapia inicial, se o paciente permanece hipotenso ou com sinais de má perfusão, a introdução precoce de drogas vasoativas como norepinefrina ou epinefrina é crucial para restaurar a perfusão e a pressão arterial, conforme as diretrizes PALS.

Contexto Educacional

O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória e celular induzida por infecção, resultando em má perfusão tecidual e hipóxia. A rápida identificação e intervenção são cruciais para melhorar os desfechos, sendo uma das principais causas de mortalidade em crianças. As diretrizes de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) da AHA fornecem um roteiro para o manejo. O manejo inicial do choque séptico pediátrico foca na otimização da oxigenação, ventilação e circulação. A fluidoterapia agressiva com bolus de cristaloides (10-20 mL/kg) é a primeira linha para restaurar o volume intravascular, mas deve ser monitorada para evitar sobrecarga. A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora, após a coleta de culturas. Em pacientes que não respondem à fluidoterapia inicial e persistem com sinais de choque (especialmente hipotensão), a introdução precoce de drogas vasoativas é imperativa. Norepinefrina ou epinefrina são as drogas de primeira linha, visando restaurar a pressão arterial e a perfusão orgânica. O uso de corticoides em dose de estresse não é recomendado de rotina, sendo reservado para casos específicos de insuficiência adrenal ou choque refratário a catecolaminas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque séptico descompensado em crianças?

Sinais incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, pulsos periféricos fracos, tempo de enchimento capilar prolongado, letargia e má perfusão periférica.

Qual a recomendação de fluidoterapia inicial para choque séptico pediátrico?

As diretrizes PALS recomendam bolus de 10-20 mL/kg de solução cristaloide, repetidos conforme a resposta e tolerância, com monitoramento rigoroso para evitar sobrecarga.

Quando iniciar drogas vasoativas no choque séptico pediátrico?

Vasoativos devem ser iniciados precocemente em pacientes que não respondem à fluidoterapia inicial e persistem com hipotensão ou sinais de choque, sendo norepinefrina ou epinefrina as primeiras escolhas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo