HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Sobre a escolha do agente vasopressor/ inotrópico para tratamento da sepse em crianças, assinale a alternativa correta:
Choque séptico pediátrico → Agentes vasoativos iniciais incluem dopamina, noradrenalina e adrenalina.
No manejo inicial do choque séptico pediátrico, a escolha do agente vasoativo depende da fisiopatologia predominante (distributivo, cardiogênico) e da resposta à fluidoterapia. Dopamina, noradrenalina e adrenalina são opções válidas, com a noradrenalina sendo frequentemente preferida em choque distributivo.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória aguda que resulta em má perfusão tecidual. É uma das principais causas de mortalidade em crianças, exigindo reconhecimento e tratamento rápidos. A sepse é definida como uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, levando a disfunção orgânica com risco de vida. O manejo inicial do choque séptico pediátrico foca na otimização da oxigenação, ventilação e perfusão. Após a estabilização das vias aéreas e respiração, a fluidoterapia agressiva com cristaloides isotônicos é a pedra angular do tratamento inicial. Se o choque persistir apesar da fluidoterapia adequada, a introdução de agentes vasoativos (vasopressores e/ou inotrópicos) torna-se crucial para restaurar a pressão arterial e a perfusão orgânica. A escolha do agente vasoativo depende da apresentação clínica e do perfil hemodinâmico do paciente. Dopamina, noradrenalina e adrenalina são opções iniciais válidas. A noradrenalina é frequentemente preferida em choque distributivo com baixa resistência vascular sistêmica, enquanto a adrenalina pode ser útil em choque frio com disfunção miocárdica. A dopamina tem sido menos favorecida em algumas diretrizes devido a potenciais efeitos adversos e menor eficácia em comparação com noradrenalina em adultos, mas ainda é uma opção em pediatria. A milrinona, um inotrópico e vasodilatador, pode ser considerada em choque refratário com disfunção miocárdica e alta resistência vascular sistêmica.
A escolha inicial pode incluir dopamina, noradrenalina ou adrenalina, dependendo do perfil hemodinâmico e da resposta à fluidoterapia. Noradrenalina é frequentemente preferida em choque distributivo.
A milrinona pode ser considerada em choque refratário a fluidos e vasopressores, especialmente quando há disfunção miocárdica significativa e aumento da resistência vascular sistêmica.
A fluidoterapia agressiva é a primeira linha no choque séptico pediátrico. Vasopressores são iniciados se o choque persistir após a administração adequada de fluidos, para otimizar a perfusão.
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