Choque Séptico Pediátrico: Vasopressores e Inotrópicos

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Sobre a escolha do agente vasopressor/ inotrópico para tratamento da sepse em crianças, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Em recomendações anteriores, a adrenalina foi sugerida como um agente de primeira linha, mas, nos últimos anos, surgiram dados de que a dopamina pode ser um agente inicial mais benéfico.
  2. B) As novas diretrizes apresentam a adrenalina e a noradrenalina como vasopressores de segunda linha para sepse refratária a fluidos.
  3. C) Pode-se considerar a milrinona para choque refratário a fluidos e refratário a vasopressores.
  4. D) Vários agentes vasoativos podem ser usados no manejo inicial da sepse grave e do choque séptico, incluindo dopaamina, noradrenalina adrenalina.

Pérola Clínica

Choque séptico pediátrico → Agentes vasoativos iniciais incluem dopamina, noradrenalina e adrenalina.

Resumo-Chave

No manejo inicial do choque séptico pediátrico, a escolha do agente vasoativo depende da fisiopatologia predominante (distributivo, cardiogênico) e da resposta à fluidoterapia. Dopamina, noradrenalina e adrenalina são opções válidas, com a noradrenalina sendo frequentemente preferida em choque distributivo.

Contexto Educacional

O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória aguda que resulta em má perfusão tecidual. É uma das principais causas de mortalidade em crianças, exigindo reconhecimento e tratamento rápidos. A sepse é definida como uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, levando a disfunção orgânica com risco de vida. O manejo inicial do choque séptico pediátrico foca na otimização da oxigenação, ventilação e perfusão. Após a estabilização das vias aéreas e respiração, a fluidoterapia agressiva com cristaloides isotônicos é a pedra angular do tratamento inicial. Se o choque persistir apesar da fluidoterapia adequada, a introdução de agentes vasoativos (vasopressores e/ou inotrópicos) torna-se crucial para restaurar a pressão arterial e a perfusão orgânica. A escolha do agente vasoativo depende da apresentação clínica e do perfil hemodinâmico do paciente. Dopamina, noradrenalina e adrenalina são opções iniciais válidas. A noradrenalina é frequentemente preferida em choque distributivo com baixa resistência vascular sistêmica, enquanto a adrenalina pode ser útil em choque frio com disfunção miocárdica. A dopamina tem sido menos favorecida em algumas diretrizes devido a potenciais efeitos adversos e menor eficácia em comparação com noradrenalina em adultos, mas ainda é uma opção em pediatria. A milrinona, um inotrópico e vasodilatador, pode ser considerada em choque refratário com disfunção miocárdica e alta resistência vascular sistêmica.

Perguntas Frequentes

Quais são os vasopressores de primeira linha no choque séptico pediátrico?

A escolha inicial pode incluir dopamina, noradrenalina ou adrenalina, dependendo do perfil hemodinâmico e da resposta à fluidoterapia. Noradrenalina é frequentemente preferida em choque distributivo.

Quando considerar a milrinona no choque séptico pediátrico?

A milrinona pode ser considerada em choque refratário a fluidos e vasopressores, especialmente quando há disfunção miocárdica significativa e aumento da resistência vascular sistêmica.

Qual a importância da fluidoterapia antes dos vasopressores na sepse pediátrica?

A fluidoterapia agressiva é a primeira linha no choque séptico pediátrico. Vasopressores são iniciados se o choque persistir após a administração adequada de fluidos, para otimizar a perfusão.

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