UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
O comportamento hemodinâmico do choque séptico em lactentes difere substancialmente daquele apresentado por adultos, sendo, mais frequentemente, caracterizado por
Choque séptico em lactentes: ↓ Débito Cardíaco e ↑ Resistência Vascular Periférica (choque frio).
Ao contrário dos adultos, lactentes com choque séptico frequentemente apresentam um perfil hemodinâmico de "choque frio", caracterizado por diminuição do débito cardíaco e aumento compensatório da resistência vascular periférica, resultando em má perfusão.
O choque séptico em lactentes é uma emergência pediátrica grave, com alta morbimortalidade. Sua apresentação hemodinâmica difere significativamente daquela observada em adultos, o que exige um reconhecimento e manejo específicos. A sepse é uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, levando à disfunção orgânica. A fisiopatologia do choque séptico pediátrico é complexa, mas frequentemente se manifesta como "choque frio", caracterizado por diminuição do débito cardíaco e aumento compensatório da resistência vascular periférica. Isso ocorre devido à imaturidade do sistema cardiovascular pediátrico, que tem menor reserva miocárdica e maior dependência da frequência cardíaca para manter o débito. A má perfusão tecidual é a principal consequência, levando à disfunção de múltiplos órgãos. O tratamento do choque séptico em lactentes envolve ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides, uso precoce de antibióticos de amplo espectro e, se necessário, suporte vasopressor (noradrenalina ou dopamina) e inotrópico (dobutamina) para otimizar o débito cardíaco e a perfusão. O reconhecimento rápido dos sinais de choque e a intervenção imediata são cruciais para melhorar o prognóstico.
Os sinais incluem extremidades frias e pálidas, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos fracos, hipotensão (tardia), oligúria e alteração do nível de consciência.
Em adultos, o choque séptico é frequentemente "quente", com alto débito cardíaco e baixa resistência vascular periférica. Em lactentes, é mais comum o "choque frio", com baixo débito cardíaco e alta resistência vascular periférica.
A diminuição do débito cardíaco em lactentes com choque séptico pode ser devido à disfunção miocárdica induzida pela sepse, hipovolemia relativa e resposta inadequada do miocárdio imaturo às catecolaminas.
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