Manejo do Choque Séptico Pediátrico: Guia AHA 2010

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

""Criança de 2 anos, previamente hígida, internada há 5 dias para tratamento de pneumonia adquirida na comunidade (PAC), com resposta terapêutica satisfatória até então; evoluiu, no 5º dia de internação, com: taquipneia, taquicardia, palidez cutâneo- mucosa, hipotensão, irritabilidade, oligúria, febre e extremidades frias.""; Sobre o caso clínico descrito, assinale a sentença que exibe a conduta correta, segundo as diretrizes da American Heart Association de 2010.

Alternativas

  1. A) Posicionar a criança, administrar Oxigênio suplementar, acesso vascular (se possível, 2), iniciar ressuscitação com fluidos isotônicos na primeira hora e, na ausência de resposta aos fluidos, administrar Noradrenalina (Norepinefrina); Hidrocortisona em dose de estresse para insuficiência adrenal (suprarrenal) presumida.
  2. B) Posicionar a criança, administrar Oxigênio suplementar, acesso vascular (se possível, 2), iniciar ressuscitação com fluidos isotônicos na primeira hora e, na ausência de resposta aos fluidos, administrar Noradrenalina (Norepinefrina); não administrar corticosteroides sistêmicos.
  3. C) Posicionar a criança, administrar Oxigênio suplementar, acesso vascular (se possível, 2), iniciar ressuscitação com fluidos isotônicos na primeira hora e, na ausência de resposta aos fluidos, administrar Adrenalina (Epinefrina); Hidrocortisona em dose de estresse para insuficiência adrenal (suprarrenal) presumida.
  4. D) Posicionar a criança, administrar Oxigênio suplementar, acesso vascular (se possível, 2), iniciar ressuscitação com fluidos isotônicos na primeira hora e, na ausência de resposta aos fluidos, administrar Dopamina; Hidrocortisona em dose de estresse para insuficiência adrenal (suprarrenal) presumida.
  5. E) Posicionar a criança, administrar Oxigênio suplementar, acesso vascular (se possível, 2), iniciar ressuscitação com fluidos isotônicos na primeira hora e, na ausência de resposta aos fluidos, administrar Adrenalina (Epinefrina); não administrar corticosteroides sistêmicos.

Pérola Clínica

Choque séptico pediátrico: ABC, O2, 2 acessos, fluidos isotônicos. Se refratário, Adrenalina e Hidrocortisona para insuficiência adrenal presumida.

Resumo-Chave

O caso descreve um quadro de choque séptico em criança, provavelmente de origem pulmonar. As diretrizes da American Heart Association (AHA) de 2010 para choque pediátrico enfatizam a importância da estabilização inicial com via aérea, oxigênio e acesso vascular. A ressuscitação com fluidos isotônicos é a primeira linha de tratamento. Se o choque persistir após a administração de fluidos (choque refratário), a Adrenalina (Epinefrina) é o vasopressor de escolha, especialmente em choque 'frio'. A Hidrocortisona em dose de estresse é indicada para insuficiência adrenal presumida em choque refratário a fluidos e vasopressores.

Contexto Educacional

O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória e celular induzida por infecção, que leva à hipoperfusão tecidual e hipóxia. A rápida identificação e intervenção são cruciais para melhorar o prognóstico. As diretrizes da American Heart Association (AHA) de 2010 fornecem um roteiro claro para o manejo, enfatizando a importância de uma abordagem sistemática e baseada em tempo. O manejo inicial do choque séptico pediátrico segue os princípios do ABC (via aérea, respiração, circulação). Isso inclui garantir uma via aérea patente, fornecer oxigênio suplementar e obter acesso vascular rápido (preferencialmente dois acessos periféricos ou intraósseos). A ressuscitação com fluidos isotônicos (bolus de 10-20 mL/kg) é a pedra angular do tratamento inicial, visando restaurar o volume intravascular e a perfusão. A resposta aos fluidos deve ser monitorada de perto. Se o choque persistir apesar da ressuscitação adequada com fluidos (choque refratário), a introdução de agentes vasoativos é necessária. A Adrenalina (Epinefrina) é o vasopressor de primeira linha recomendado para choque 'frio' (com extremidades frias e pulsos fracos), pois possui efeitos alfa e beta-adrenérgicos que melhoram a contratilidade miocárdica e a resistência vascular sistêmica. Além disso, a Hidrocortisona em dose de estresse deve ser considerada para insuficiência adrenal presumida em pacientes com choque refratário a fluidos e vasopressores, especialmente aqueles com histórico de doença crônica ou uso prévio de corticosteroides, ou em casos de meningococcemia fulminante. O reconhecimento precoce e a aplicação dessas condutas são vitais para residentes e profissionais de saúde.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque séptico em crianças?

Os sinais de choque séptico em crianças incluem taquipneia, taquicardia, palidez, hipotensão (sinal tardio), irritabilidade ou letargia, oligúria e extremidades frias ou quentes, dependendo do tipo de choque (frio ou quente).

Qual a conduta inicial na ressuscitação com fluidos para choque séptico pediátrico?

A conduta inicial envolve posicionar a criança, administrar oxigênio suplementar, obter dois acessos vasculares e iniciar a ressuscitação com fluidos isotônicos (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus de 10-20 mL/kg, repetindo conforme a resposta clínica.

Quando e por que usar Adrenalina e Hidrocortisona no choque séptico pediátrico?

A Adrenalina (Epinefrina) é usada quando o choque é refratário à ressuscitação com fluidos, sendo o vasopressor de escolha para choque 'frio' para melhorar a perfusão. A Hidrocortisona é administrada em dose de estresse para insuficiência adrenal presumida, especialmente em choque refratário a fluidos e vasopressores, visando melhorar a resposta hemodinâmica.

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