DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Dentre as alternativas apresentadas abaixo, assinale a alternativa correta em relação ao choque séptico na criança:
Choque séptico pediátrico → monitorização clínica contínua (FC, FR, PA, débito urinário, nível consciência) é essencial para o seguimento.
O choque séptico pediátrico exige reconhecimento precoce e manejo agressivo. A monitorização contínua de parâmetros clínicos como frequência cardíaca, pressão arterial, débito urinário e estado neurológico é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e guiar as intervenções.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória e celular induzida por sepse, resultando em hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica. O reconhecimento precoce e o início imediato do tratamento são os pilares para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade nessa população vulnerável. A avaliação e o seguimento do paciente pediátrico com choque séptico dependem fortemente de critérios clínicos. Parâmetros como frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, débito urinário e estado neurológico (nível de consciência) são indicadores vitais da perfusão e oxigenação tecidual. A monitorização contínua desses sinais permite aos clínicos avaliar a resposta às intervenções (como expansão volêmica e uso de vasopressores) e identificar precocemente a necessidade de escalonamento terapêutico. Embora a medida invasiva de débito cardíaco e pressão venosa central possa ser útil em casos refratários ou complexos, a base do manejo inicial e do seguimento na maioria dos pacientes pediátricos com choque séptico reside na avaliação clínica cuidadosa e na resposta aos tratamentos guiados por metas. A distinção entre choque 'quente' e 'frio' pode orientar a escolha inicial de vasopressores, mas a monitorização clínica dinâmica permanece central para a tomada de decisões e para alcançar as metas de ressuscitação.
Sinais de alerta incluem taquicardia, taquipneia, tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos débeis ou filiformes, hipotensão (sinal tardio), alteração do nível de consciência e débito urinário reduzido.
A monitorização clínica contínua permite avaliar a resposta do paciente às intervenções (fluidos, vasopressores), identificar piora ou melhora do quadro e guiar ajustes terapêuticos em tempo real, sendo crucial para otimizar a perfusão e prevenir disfunção orgânica.
As metas incluem normalização da frequência cardíaca, tempo de enchimento capilar < 2 segundos, pulsos cheios, extremidades quentes, débito urinário > 1 mL/kg/h, pressão arterial normal para a idade e melhora do nível de consciência.
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