Choque Séptico Pediátrico: Fluidoterapia Agressiva Salva Vidas

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020

Enunciado

A conduta que melhora a sobrevivência da criança no tratamento imediato do choque séptico é:

Alternativas

  1. A) corticóides em bolo IV
  2. B) fluidoterapia agressiva
  3. C) dopamina e dobutamina em infusão contínuas IV
  4. D) antibioticoterapia em doses dobradas IV
  5. E) nenhuma das anteriores

Pérola Clínica

Choque séptico pediátrico → Fluidoterapia agressiva é a conduta inicial que mais melhora a sobrevivência.

Resumo-Chave

No choque séptico pediátrico, a hipovolemia é um componente crucial da fisiopatologia. A fluidoterapia agressiva e precoce, com bolus de cristaloides isotônicos (20 mL/kg em 5-10 minutos, repetidos conforme necessário), é a intervenção inicial mais importante para restaurar a perfusão tecidual e melhorar a sobrevida, antes mesmo da resposta a vasopressores.

Contexto Educacional

O choque séptico em crianças é uma emergência médica com alta morbidade e mortalidade, exigindo reconhecimento rápido e intervenção imediata. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada a uma infecção, levando a disfunção circulatória e celular. A hipovolemia relativa e absoluta é um componente chave, resultando em perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. A conduta imediata no choque séptico pediátrico segue o princípio do "golden hour", onde cada minuto conta. A prioridade é restaurar a perfusão e oxigenação tecidual. A fluidoterapia agressiva é a pedra angular da ressuscitação inicial. Bolus de cristaloides isotônicos (20 mL/kg) administrados rapidamente (em 5-10 minutos) são cruciais para expandir o volume intravascular e melhorar o débito cardíaco. Essa intervenção tem o maior impacto na sobrevivência quando realizada precocemente e de forma adequada. Outras medidas importantes incluem a antibioticoterapia de amplo espectro administrada na primeira hora, o controle da fonte de infecção e, se o choque persistir após a fluidoterapia adequada, o uso de vasopressores e inotrópicos. Corticoides e doses dobradas de antibióticos não são condutas de primeira linha que comprovadamente melhoram a sobrevivência de forma isolada e podem até ser prejudiciais em alguns contextos. O monitoramento contínuo da resposta à terapia, incluindo débito urinário, tempo de enchimento capilar e estado mental, é essencial para guiar o tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque séptico em crianças?

Sinais incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos fracos, extremidades frias ou quentes (dependendo do tipo de choque), alteração do estado mental, oligúria e hipotensão (sinal tardio).

Como deve ser a fluidoterapia no choque séptico pediátrico?

A fluidoterapia deve ser agressiva, com bolus de cristaloides isotônicos (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) de 20 mL/kg, administrados rapidamente (em 5-10 minutos), e repetidos até que a perfusão melhore ou sinais de sobrecarga hídrica apareçam.

Quando iniciar vasopressores no choque séptico pediátrico?

Vasopressores devem ser iniciados se o choque persistir após a administração de 40-60 mL/kg de fluidos, ou mais cedo se houver sinais de disfunção miocárdica ou sobrecarga hídrica. A dopamina é frequentemente a primeira escolha, seguida por noradrenalina.

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