FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
O time de resposta rápido é acionado para avaliação clínica de um paciente internado na enfermaria da oncologia pediátrica, sexo masculino, 10 anos, com diagnóstico de neutropenia febril em uso de cefepime e vancomicina há 48 horas. Ao exame físico, paciente encontra-se sonolento, com os seguintes sinais vitais: FC: 145 bpm T: 37,4 grausFR: 38 ipm Sat O²: 92% em ar ambiente e PA: 78 x 40 mmHg. com extremidades frias e tempo de enchimento capilar de 4 segundos. Sobre a principal hipótese diagnóstica para este paciente e conduta imediata, assinale a alternativa correta:
Choque séptico pediátrico → Acesso periférico imediato + Volume + Droga vasoativa precoce.
O choque séptico em pediatria exige reconhecimento precoce e tratamento agressivo; a hipotensão é um sinal tardio e indica falha nos mecanismos compensatórios.
O choque séptico é uma das principais causas de mortalidade em pacientes oncológicos pediátricos com neutropenia febril. A fisiopatologia envolve vasodilatação periférica, disfunção miocárdica e hipovolemia relativa. As diretrizes do Surviving Sepsis Campaign para pediatria enfatizam a 'hora de ouro': reconhecimento rápido, obtenção de acesso venoso/intraósseo, início de fluidos isotônicos e administração de antibióticos e vasoativos se necessário. Em crianças, o débito cardíaco depende muito da frequência cardíaca, e a manutenção da pressão de perfusão é crítica para evitar falência de múltiplos órgãos.
O choque é identificado por sinais de hipoperfusão orgânica: alteração do estado mental (sonolência/irritabilidade), tempo de enchimento capilar prolongado (> 2s), extremidades frias ou pulsos finos. A hipotensão é um sinal tardio de choque descompensado e indica alto risco de parada cardiorrespiratória iminente.
Sim. Em situações de choque, o início de drogas vasoativas (como adrenalina ou noradrenalina) não deve ser retardado pela falta de um acesso central. Elas podem ser administradas com segurança em acesso periférico calibroso ou via intraóssea enquanto se providencia o acesso central.
A prioridade é a estabilização hemodinâmica (ABCDE) com oxigênio, acesso venoso, coleta de culturas e ressuscitação volêmica (bolus de 10-20 ml/kg). Antibioticoterapia de amplo espectro deve ser mantida ou escalonada, mas a ressuscitação volêmica e o suporte vasoativo são as condutas imediatas para o choque.
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