Choque Séptico Neonatal: Diagnóstico e Manejo Urgente

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Recém-nascido de 14 dias, hipoativo e com desconforto respiratório, é levado para avaliação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Antecedentes obstétricos: não foi realizado pré-natal e o parto ocorreu a termo no domicílio. Exame clínico: hipoativo e pouco responsivo, hipocorado, cianótico. Aparelho respiratório: 70 irpm com tiragem subcostal. Murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. Saturação de O2 em ar ambiente de 82%. Aparelho cardiovascular: pulsos débeis, tempo de perfusão capilar de 5 segundos. Frequência cardíaca de 160 bpm, com ritmo cardíaco regular. Abdome globoso, com fígado a 2,5 cm do rebordo costal direito, presença de halo de hiperemia e edema em torno do coto umbilical. O diagnóstico e as condutas adequadas são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) choque cardiogênico; manter suporte ventilatório, evitar excesso de volume intravascular devido a risco de piora, administrar fármacos vasoativos e prostaglandina E1.
  2. B) choque neurogênico; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico, hidratação venosa de manutenção e administrar corticoide endovenoso.
  3. C) choque obstrutivo; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico e corrigir rapidamente a causa subjacente com descompressão torácica com agulha.
  4. D) choque distributivo; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico, hidratação venosa de manutenção, administrar antibióticos e fármacos vasoativos.

Pérola Clínica

RN 14d, hipoativo, desconforto respiratório, onfalite, pulsos débeis, TPC > 3s → Choque séptico (distributivo) = Suporte ventilatório, fluidos, ATB, vasoativos.

Resumo-Chave

O quadro clínico de um recém-nascido de 14 dias com hipoatividade, desconforto respiratório, sinais de má perfusão (pulsos débeis, TPC prolongado) e infecção umbilical (onfalite) é altamente sugestivo de choque séptico, uma forma de choque distributivo; o manejo inicial inclui suporte ventilatório, expansão volêmica com cristaloides, antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, se necessário, fármacos vasoativos.

Contexto Educacional

O choque séptico em recém-nascidos é uma emergência pediátrica grave, com alta morbimortalidade, que exige reconhecimento e intervenção rápidos. A apresentação clínica pode ser inespecífica, mas a presença de fatores de risco como ausência de pré-natal e parto domiciliar, associada a sinais de infecção (como a onfalite) e disfunção orgânica (desconforto respiratório, má perfusão), deve levantar forte suspeita. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica e no combate à infecção. Isso inclui suporte ventilatório para otimizar a oxigenação, expansão volêmica cautelosa com cristaloides isotônicos para melhorar a perfusão, e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns na sepse neonatal tardia. Fármacos vasoativos podem ser necessários se o choque persistir apesar da reposição volêmica adequada. A identificação e tratamento do foco infeccioso, como a onfalite, são cruciais para o sucesso terapêutico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque séptico em um recém-nascido?

Sinais incluem hipoatividade, letargia, desconforto respiratório, cianose, má perfusão periférica (pulsos débeis, TPC prolongado), taquicardia e hipotensão.

Qual a importância da onfalite no diagnóstico de sepse neonatal?

A onfalite é um foco infeccioso local que pode progredir rapidamente para sepse e choque séptico em neonatos, sendo um sinal de alerta importante.

Como é o tratamento inicial do choque séptico neonatal?

O tratamento envolve suporte ventilatório, acesso venoso para expansão volêmica com cristaloides, antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, se necessário, uso de fármacos vasoativos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo