UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Homem, 54 anos, internado na enfermaria no 3o PO Laparotomia pós trauma abdominal fechado, evoluindo com febre (38ºC), taquicardia (FC = 120 bat/min), FR = 24 insp/min, oligúria, cianose de extremidades e PA = 90/40 mmHg. Leucócitos = 16.000 /mm³ ). Em relação ao caso clínico, assinalar a opção INCORRETA.
Choque séptico: Noradrenalina só após ressuscitação volêmica adequada, não como primeira medida.
No choque séptico, a prioridade é a ressuscitação volêmica com cristaloides (30 mL/kg) nas primeiras 3 horas. Vasopressores, como a noradrenalina, são iniciados APENAS se a hipotensão persistir após a reposição volêmica adequada, não imediatamente.
O choque séptico é uma condição de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, caracterizada por hipotensão persistente que requer vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. No caso apresentado, o paciente pós-operatório com febre, taquicardia, taquipneia, leucocitose e hipotensão com sinais de hipoperfusão (oligúria, cianose) preenche os critérios para choque séptico. O manejo inicial do choque séptico segue o "pacote de 1 hora da sepse", que inclui a coleta de culturas (hemocultura, urocultura, etc.) antes da administração de antibióticos de amplo espectro, medição do lactato sérico, início da ressuscitação volêmica com cristaloides (30 mL/kg) e, se a hipotensão persistir, início de vasopressores. A noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha, mas sua administração deve ser precedida e acompanhada de uma ressuscitação volêmica adequada. Iniciar noradrenalina imediatamente, sem a devida reposição volêmica, é um erro, pois a hipovolemia relativa é um componente chave da fisiopatologia do choque séptico e deve ser corrigida para otimizar a resposta aos vasopressores e a perfusão tecidual. Exames de imagem para identificar a fonte da infecção devem ser realizados após a estabilização hemodinâmica.
O paciente apresenta sinais de sepse (febre, taquicardia, taquipneia, leucocitose) e hipotensão persistente (PA 90/40 mmHg) apesar da ressuscitação volêmica inicial, além de sinais de hipoperfusão (oligúria, cianose de extremidades), configurando choque séptico.
A ressuscitação volêmica é crucial para corrigir a hipovolemia relativa e absoluta, restaurar a perfusão tecidual e otimizar o débito cardíaco. A meta é atingir uma PAM > 65 mmHg, e vasopressores são adicionados se a hipotensão persistir após fluidos.
A noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha no choque séptico, mas deve ser iniciada apenas após a ressuscitação volêmica adequada com cristaloides (30 mL/kg) não ter conseguido restaurar uma pressão arterial média (PAM) satisfatória.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo