UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Considerando as medidas associadas a redução da mortalidade no choque séptico, você no plantão, além da reposição volêmica, faz:
Choque séptico: ATB 1h, vasopressores precoces, controle glicêmico, corticoide (se refratário).
O manejo do choque séptico exige uma abordagem rápida e multifacetada, com foco na antibioticoterapia precoce (dentro da primeira hora), uso de vasopressores para manter a pressão arterial média, controle glicêmico rigoroso e, em casos selecionados de choque refratário, a administração de corticosteroides.
O choque séptico é uma condição de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, resultando em hipotensão persistente que requer vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. É uma emergência médica com alta mortalidade, e o reconhecimento e manejo precoces são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica descontrolada que leva à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica, resultando em hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de sepse e choque. As medidas de redução de mortalidade são guiadas por protocolos como a Surviving Sepsis Campaign, que enfatizam a importância de um 'pacote de sepse' a ser implementado nas primeiras horas. O tratamento do choque séptico inclui a reposição volêmica inicial com cristaloides, a administração de antibioticoterapia de amplo espectro na primeira hora após o diagnóstico, o uso precoce de vasopressores (noradrenalina como primeira escolha) para manter a PAM, e o controle glicêmico rigoroso. Em casos de choque refratário, a corticoterapia pode ser considerada. O monitoramento contínuo da resposta hemodinâmica e dos parâmetros de perfusão é essencial para guiar a terapia e otimizar o prognóstico.
A antibioticoterapia de amplo espectro administrada dentro da primeira hora do reconhecimento do choque séptico é uma das intervenções mais críticas. Cada hora de atraso na administração de antibióticos está associada a um aumento da mortalidade, pois a eliminação rápida da fonte infecciosa é fundamental para reverter o processo séptico.
Vasopressores devem ser iniciados precocemente se o paciente permanecer hipotenso (PAM < 65 mmHg) após a reposição volêmica inicial adequada. A noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha, visando manter a perfusão orgânica e a pressão arterial média.
A corticoterapia (hidrocortisona intravenosa) é indicada em pacientes adultos com choque séptico refratário, ou seja, que permanecem hemodinamicamente instáveis apesar da reposição volêmica adequada e do uso de vasopressores em doses moderadas a altas. Não é recomendada para todos os casos de sepse ou choque séptico.
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