Choque Séptico: Medidas Essenciais para Reduzir a Mortalidade

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022

Enunciado

Considerando as medidas associadas a redução da mortalidade no choque séptico, você no plantão, além da reposição volêmica, faz:

Alternativas

  1. A) Antibioticoterapia, usa corticoide, faz uso de vasopressores.
  2. B) Antibioticoterapia na primeira hora, usa corticoides, faz controle glicêmico, faz uso de vasopressores precocemente.
  3. C) Antibioticoterapia, observação de temperatura, Solicita EAS.
  4. D) Antibioticoterapia, solicita EAS, prescreve anti-inflamatórios, mantem em observação.

Pérola Clínica

Choque séptico: ATB 1h, vasopressores precoces, controle glicêmico, corticoide (se refratário).

Resumo-Chave

O manejo do choque séptico exige uma abordagem rápida e multifacetada, com foco na antibioticoterapia precoce (dentro da primeira hora), uso de vasopressores para manter a pressão arterial média, controle glicêmico rigoroso e, em casos selecionados de choque refratário, a administração de corticosteroides.

Contexto Educacional

O choque séptico é uma condição de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, resultando em hipotensão persistente que requer vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. É uma emergência médica com alta mortalidade, e o reconhecimento e manejo precoces são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica descontrolada que leva à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica, resultando em hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de sepse e choque. As medidas de redução de mortalidade são guiadas por protocolos como a Surviving Sepsis Campaign, que enfatizam a importância de um 'pacote de sepse' a ser implementado nas primeiras horas. O tratamento do choque séptico inclui a reposição volêmica inicial com cristaloides, a administração de antibioticoterapia de amplo espectro na primeira hora após o diagnóstico, o uso precoce de vasopressores (noradrenalina como primeira escolha) para manter a PAM, e o controle glicêmico rigoroso. Em casos de choque refratário, a corticoterapia pode ser considerada. O monitoramento contínuo da resposta hemodinâmica e dos parâmetros de perfusão é essencial para guiar a terapia e otimizar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da antibioticoterapia na primeira hora no choque séptico?

A antibioticoterapia de amplo espectro administrada dentro da primeira hora do reconhecimento do choque séptico é uma das intervenções mais críticas. Cada hora de atraso na administração de antibióticos está associada a um aumento da mortalidade, pois a eliminação rápida da fonte infecciosa é fundamental para reverter o processo séptico.

Quando e como iniciar vasopressores no manejo do choque séptico?

Vasopressores devem ser iniciados precocemente se o paciente permanecer hipotenso (PAM < 65 mmHg) após a reposição volêmica inicial adequada. A noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha, visando manter a perfusão orgânica e a pressão arterial média.

Em que situações a corticoterapia é indicada no choque séptico?

A corticoterapia (hidrocortisona intravenosa) é indicada em pacientes adultos com choque séptico refratário, ou seja, que permanecem hemodinamicamente instáveis apesar da reposição volêmica adequada e do uso de vasopressores em doses moderadas a altas. Não é recomendada para todos os casos de sepse ou choque séptico.

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