Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Um paciente chega ao OS com história de ter sido submetido a uma biópsia transretal de próstata no dia anterior. No momento apresenta-se em mal estado geral, pressão arterial de 88 x 50 mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm, frequência respiratória de 22, temperatura de 39,2º C. Não houve aumento da pressão arterial após administração de 1.000 ml de cristaloides. O hemograma apresenta 15.000 leucócitos. Diante deste quadro, à monitoração hemodinâmica avançada você espera encontrar:
Choque séptico (pós-procedimento, febre, hipotensão refratária) → DC alto, RVP baixa.
O choque séptico, especialmente em sua fase inicial ou "quente", é caracterizado por uma resposta inflamatória sistêmica que leva à vasodilatação periférica e, consequentemente, à queda da resistência vascular periférica. Para compensar a hipotensão e manter a perfusão, o débito cardíaco tende a aumentar.
O choque séptico é uma condição grave e potencialmente fatal, resultante de uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, levando a disfunção orgânica e hipotensão refratária. A biópsia transretal de próstata é um procedimento que pode introduzir bactérias na corrente sanguínea, sendo um fator de risco para sepse. Hemodinamicamente, o choque séptico é caracterizado por uma fase inicial hiperdinâmica, onde a resposta inflamatória sistêmica causa vasodilatação generalizada. Isso resulta em uma diminuição acentuada da resistência vascular periférica (RVP). Para compensar a queda da pressão arterial e manter a perfusão dos órgãos, o coração aumenta seu débito cardíaco (DC), levando a um estado de alto débito e baixa resistência. O manejo inclui a rápida identificação, ressuscitação volêmica (se indicada e com cautela), início precoce de antibióticos de amplo espectro, controle da fonte de infecção e uso de vasopressores (noradrenalina é a primeira escolha) para manter a pressão arterial média. A monitorização hemodinâmica avançada é crucial para guiar essas terapias e otimizar a perfusão tecidual.
Choque séptico é definido por sepse (infecção + disfunção orgânica) e necessidade de vasopressores para manter PAM ≥ 65 mmHg, apesar de ressuscitação volêmica adequada, e lactato sérico > 2 mmol/L.
A vasodilatação sistêmica no choque séptico reduz a pós-carga e a resistência vascular periférica, levando o coração a aumentar o débito cardíaco na tentativa de manter a perfusão tecidual.
Permite avaliar parâmetros como débito cardíaco, resistência vascular sistêmica e pressão de oclusão da artéria pulmonar, guiando a terapia com fluidos, vasopressores e inotrópicos de forma mais precisa.
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