HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Uma mulher de 21 anos, G1PO, com 15 semana de gestação, apresenta febre de 38,3°C, PA de 80/40 mmHg e diminuição do débito urinário. Qual é a causa mais comum de choque séptico na gravidez?
Choque séptico na gravidez → Pielonefrite é a causa mais comum.
A pielonefrite é a causa mais comum de choque séptico na gravidez, devido às alterações fisiológicas do trato urinário que favorecem a estase e infecção. A apresentação clínica inclui febre, dor lombar e sinais de sepse, exigindo tratamento antibiótico imediato e suporte hemodinâmico.
O choque séptico na gravidez é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna. A pielonefrite é reconhecida como a causa mais comum de sepse e choque séptico em gestantes, principalmente devido às alterações anatômicas e fisiológicas do trato urinário durante a gravidez, que promovem estase urinária e refluxo vesicoureteral. A apresentação clínica da pielonefrite na gestação inclui febre, calafrios, dor lombar e sintomas urinários, que podem progredir rapidamente para sepse e choque, com hipotensão, taquicardia, oligúria e disfunção de múltiplos órgãos. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são cruciais para o desfecho materno-fetal. O manejo envolve a estabilização hemodinâmica da paciente, com fluidoterapia e, se necessário, vasopressores, além da administração imediata de antibióticos intravenosos de amplo espectro, após a coleta de culturas. A monitorização fetal é essencial. Residentes devem estar aptos a reconhecer e manejar rapidamente essa emergência obstétrica para otimizar os resultados.
As alterações fisiológicas da gravidez, como a dilatação dos ureteres (hidroureter), estase urinária e diminuição do tônus da bexiga, favorecem a ascensão bacteriana e o desenvolvimento de pielonefrite.
Sinais de alerta incluem febre alta, calafrios, dor lombar intensa, taquicardia, hipotensão, oligúria, alteração do estado mental e sinais de disfunção orgânica.
A conduta inicial envolve internação hospitalar, coleta de urocultura e hemoculturas, início imediato de antibióticos intravenosos de amplo espectro (ex: cefalosporinas de terceira geração), hidratação venosa e monitorização hemodinâmica.
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