DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 50 anos, foi admitido na UTI com diagnóstico de sepse por pneumonia. Após ressuscitação volêmica inicial, permanece hipotenso (PA 85/50 mmHg) e com lactato elevado. Qual a melhor estratégia para manejo adicional deste paciente?
Choque séptico refratário a fluidos + lactato elevado → Iniciar vasopressores (Norepinefrina) e manter PAM > 65 mmHg.
Após a ressuscitação volêmica inicial, se o paciente com choque séptico permanece hipotenso e com hipoperfusão (lactato elevado), a próxima etapa é iniciar vasopressores para manter uma pressão de perfusão adequada e reverter a disfunção orgânica, conforme as diretrizes da Surviving Sepsis Campaign.
A sepse e o choque séptico representam emergências médicas com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. O choque séptico é definido como sepse com hipotensão persistente, necessitando de vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. O manejo inicial do choque séptico envolve a administração precoce de antibióticos de amplo espectro e ressuscitação volêmica com cristaloides (30 mL/kg nas primeiras 3 horas). No entanto, se o paciente permanece hipotenso e com sinais de hipoperfusão após essa fase inicial de fluidos, a introdução de vasopressores é imperativa para restaurar a pressão de perfusão e a oxigenação tecidual. A norepinefrina é o vasopressor de primeira escolha, com o objetivo de manter a PAM ≥ 65 mmHg. A titulação dos vasopressores deve ser guiada pela resposta clínica e parâmetros hemodinâmicos. Outras medidas incluem o controle da fonte de infecção, suporte ventilatório e renal, e monitorização contínua do lactato para avaliar a resposta à terapia.
A norepinefrina é o vasopressor de primeira linha recomendado para o choque séptico, devido à sua eficácia em aumentar a pressão arterial e a perfusão, com menor incidência de arritmias em comparação com a dopamina.
A meta de PAM no choque séptico é geralmente > 65 mmHg. Em pacientes com hipertensão crônica, metas de PAM mais elevadas podem ser consideradas, mas devem ser individualizadas.
Corticosteroides (hidrocortisona intravenosa) podem ser considerados em pacientes adultos com choque séptico refratário a vasopressores, após ressuscitação volêmica adequada e quando a pressão arterial não é responsiva.
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