Manejo do Choque Séptico: Vasopressores e Controle de Foco

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 64 anos encontra-se no 5º dia de pós-operatório de uma gastrectomia total com linfadenectomia D2 por adenocarcinoma gástrico. Evolui subitamente com redução do débito urinário (20 mL nas últimas 4 horas), confusão mental e livedo em extremidades. Ao exame físico, apresenta-se taquicárdico (frequência cardíaca de 128 bpm) e hipotenso (pressão arterial de 82/46 mmHg). O abdome está distendido, discretamente doloroso à palpação difusa, com ruídos hidroaéreos ausentes. O paciente já recebeu 2.500 mL de Ringer Lactato na última hora, porém a pressão arterial atual é de 86/50 mmHg. Os exames laboratoriais revelam lactato sérico de 5,5 mmol/L, creatinina de 2,1 mg/dL (valor basal de 0,9 mg/dL) e gasometria arterial com pH 7,22 e HCO3 14 mEq/L. Diante do quadro de choque séptico de provável foco abdominal, a conduta imediata mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Prescrever hidrocortisona 200 mg/dia em infusão contínua, considerando a refratariedade inicial à expansão volêmica e a possibilidade de insuficiência adrenal relativa.
  2. B) Encaminhar o paciente imediatamente ao centro cirúrgico para laparotomia exploradora, priorizando o controle do foco infeccioso antes de qualquer suporte hemodinâmico invasivo.
  3. C) Administrar novo bólus de 30 mL/kg de solução cristaloide balanceada e aguardar a estabilização da pressão arterial média antes de considerar o uso de aminas vasoativas.
  4. D) Iniciar infusão de noradrenalina, preferencialmente por acesso central, visando PAM ≥ 65 mmHg, e coletar culturas para início imediato de antibioticoterapia de amplo espectro.

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