Choque Séptico: Manejo Urgente e Uso de Vasopressores

Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 30 anos de idade, previamente hígida, é admitida no PS com dor torácica, expectoração amarelada e febre há cinco dias, apresentando hoje dispneia. Na triagem, foi constatado: PA = 85/40 mmHg, FC = 130 bpm, FR = 28 irpm e SpO₂ = 85%. A paciente foi levada à sala de emergência. Exames: gasometria arterial pH = 7,23, PaCO₂ = 30 mmHg, PaO₂ = 55 mmHg, bicarbonato = 16 mEq/L e lactato = 35 mg/L. De acordo com a Campanha de Sobrevivência à Sepse, qual é a alternativa correta?

Alternativas

  1. A) Como há insuficiência respiratória, a expansão volêmica deve ser realizada com volumes menores que 30 mL/kg, a fim de se evitar congestão volêmica e piora da dispneia.
  2. B) Um vasopressor pode ser iniciado em veia periférica mesmo antes de completar a expansão volêmica, até que se obtenha um acesso venoso profundo.
  3. C) Como o paciente não tem choque séptico, devemos esperar os exames para confirmação da hipótese de infecção nas próximas 3 horas, antes de se iniciar antibioticoterapia.
  4. D) Como se trata de foco pulmonar, não é necessária a coleta de hemoculturas dada a sua baixa positividade nesse cenário.

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