Manejo Inicial do Choque Séptico por Foco Pulmonar

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017

Enunciado

Um homem com 38 anos de idade, portador de diabete melito tipo 1 desde os 12 anos, sem tratamento regular de sua doença de base, foi admitido no centro de tratamento intensivo em razão de quadro de sepse grave. Segundo relato de familiar, o paciente iniciou, há cerca de 4 dias, quadro de tosse produtiva e febre alta. Fez uso de sintomáticos (mucolítico e antitérmico) sem obter melhora. Há 24 horas, passou a apresentar diminuição importante do débito urinário e, há 3 horas, prostração e rebaixamento do nível de consciência. O exame físico demonstra temperatura axilar = 38.6ºC; frequência cardíaca = 112 bpm; frequência respiratória = 33 irpm (com tiragem intercostal) e pressão arterial = 68 x 40 mmHg. Solicitados exames complementares de urgência, o hemograma revela 26.000 leucócitos/mm³ (valor de referência: 4.000 a 10.000/mm³) e 16% bastões (valor de referência: 0 a 5%). Diante desse quadro, a conduta inicial apropriada deve ser:

Alternativas

  1. A) Colher hemoculturas e iniciar imediatamente ressuscitação volêmica e antibioticoterapia direcionada a germes atípicos com claritromicina.
  2. B) Colher hemoculturas e iniciar imediatamente ressuscitação volêmica e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro com ceftriaxona e azitromicina.
  3. C) Colher secreção traqueal para bacterioscopia e cultura e solicitar tomografia computadorizada de tórax de alta resolução, para definir esquema antibiótico.
  4. D) Colher secreção traqueal para bacterioscopia e cultura e solicitar radiografia de tórax em AP no leito, aguardando resultados para início da antibioticoterapia.

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