UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Pacientes críticos sob cuidados em Unidade de Terapia Intensiva, quando apresentam quadro clínico de choque, por vezes tem instituído terapia com drogas vasopressoras. A droga de primeira escolha na grande maioria dos choques sépticos é:
Choque séptico: Noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha para manter PAM > 65 mmHg.
A noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha no choque séptico devido à sua potente ação alfa-adrenérgica, que promove vasoconstrição e aumenta a pressão arterial média (PAM), com menor incidência de taquiarritmias em comparação com a adrenalina.
O choque séptico é uma condição de risco de vida caracterizada por disfunção circulatória e metabólica celular e tecidual, com alta mortalidade. É uma complicação grave da sepse, definida pela necessidade de vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar de ressuscitação volêmica adequada. A identificação e manejo rápidos são cruciais. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada à infecção, levando à vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de sepse e evidência de disfunção orgânica. A terapia vasopressora é um pilar do tratamento, iniciada após a ressuscitação volêmica inicial. A noradrenalina é a droga de primeira escolha para elevar a PAM no choque séptico, devido à sua potente ação alfa-adrenérgica. A vasopressina pode ser adicionada como segunda linha para reduzir a dose de noradrenalina ou em choque refratário. A adrenalina é uma alternativa à noradrenalina ou pode ser adicionada em choque refratário. O manejo inclui também antibioticoterapia precoce, controle da fonte de infecção e suporte orgânico.
O objetivo principal é restaurar a perfusão tecidual adequada, mantendo uma pressão arterial média (PAM) alvo, geralmente acima de 65 mmHg, para garantir a oxigenação dos órgãos vitais.
A noradrenalina tem um perfil de efeitos colaterais mais favorável e demonstrou ser mais eficaz em aumentar a PAM e reduzir a mortalidade em comparação com a dopamina no choque séptico.
Vasopressores como vasopressina ou adrenalina podem ser adicionados à noradrenalina em casos de choque séptico refratário, quando a noradrenalina em doses elevadas não consegue atingir a PAM alvo.
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