Choque Séptico: Diagnóstico e Manejo Inicial Urgente

HU-FMJ - Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) — Prova 2015

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 28 anos, sem comorbidades conhecidas, dá entrada no pronto-socorro referindo tosse produtiva e febre há 1 semana. Foi tratado com amoxicilina por 5 dias, porém sem melhora. Hoje passou a apresentar dispneia intensa e calafrios. Na entrada, encontrava se em mau estado geral, FC: 118 bpm, FR: 36 ipm, PA: 80x50 mmHg, temperatura axilar: 38,1°C, ausculta pulmonar com crepitação fina em base direita, bulhas rítmicas normofonéticas e tempo de enchimento capilar lentificado. Prescrito 30 mL/Kg de cristalóides e iniciado noradrenalina 0,2 mcg/Kg/min. Solicitadas radiografia de tórax, conforme figura a seguir, e gasometria arterial que evidenciava: pH: 7,18, pCO₂ : 22 mmHg, pO₂ : 67 mmHg, SO₂ : 88%, HCO₃ : 12 mmol/L, lactato: 5,4 mmol/L. (VER IMAGEM) Em relação ao quadro, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) o paciente encontra-se em sepse grave, pois tem acidose metabólica. Devem ser realizadas hidratação intravenosa e antibioticoterapia com cefepima em até 6 horas.
  2. B) o diagnóstico inicial é de uma provável síndrome infecciosa aguda, não enquadrando-se como sepse por apresentar temperatura axilar < 38,3°C.
  3. C) o paciente encontra se em choque séptico, pois apresenta lactato maior de 4 e devem ser iniciadas antibioticoterapia e coleta de culturas na primeira hora.
  4. D) o diagnóstico é sepse grave, e a melhor conduta é piperacilina + tazobactam após coleta de hemocultura.
  5. E) paciente encontra-se em sepse grave, e deve ser suspenso o uso de vasopressores, visto que a pressão diastólica é de 60 mmHg.

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