HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Em relação ao manejo do choque séptico, qual das alternativas abaixo é correta?
Choque séptico: reposição volêmica agressiva com cristaloides isotônicos + monitoramento hemodinâmico contínuo.
No choque séptico, a reposição volêmica inicial com cristaloides isotônicos é crucial para restaurar a perfusão tecidual. No entanto, deve ser guiada por monitoramento hemodinâmico contínuo para evitar sobrecarga hídrica e otimizar a resposta do paciente, ajustando o volume conforme a resposta.
O choque séptico é uma condição grave e com alta mortalidade, caracterizada por sepse com disfunção circulatória e metabólica, resultando em hipoperfusão tecidual. O manejo precoce e agressivo é fundamental para melhorar o prognóstico, e a ressuscitação inicial deve seguir protocolos bem estabelecidos, como os da campanha Surviving Sepsis Campaign. Um dos pilares do tratamento é a reposição volêmica com soluções cristaloides isotônicas. Esta deve ser iniciada precocemente e de forma agressiva para corrigir a hipovolemia relativa e absoluta, restaurar a perfusão e otimizar o débito cardíaco. No entanto, a administração de fluidos não deve ser indiscriminada; é imperativo que seja acompanhada de monitoramento hemodinâmico contínuo. O monitoramento hemodinâmico permite avaliar a resposta do paciente à fluidoterapia, identificando aqueles que são responsivos a fluidos e evitando a sobrecarga hídrica, que pode levar a complicações como edema pulmonar e disfunção de órgãos. Parâmetros como pressão arterial média, frequência cardíaca, débito urinário, lactato sérico e, em pacientes mais graves, variáveis dinâmicas de responsividade a fluidos (como variação do volume sistólico) guiam a terapia, garantindo que o volume administrado seja o ideal para cada paciente.
A reposição volêmica é crucial para restaurar a pré-carga cardíaca, aumentar o débito cardíaco e melhorar a perfusão tecidual em pacientes com choque séptico.
Vasopressores devem ser iniciados se a hipotensão persistir após a reposição volêmica inicial adequada, com o objetivo de manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg.
O monitoramento contínuo permite avaliar a resposta à fluidoterapia e aos vasopressores, identificar sinais de sobrecarga hídrica ou hipoperfusão e guiar ajustes terapêuticos em tempo real para otimizar o tratamento.
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