HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Paciente, do sexo masculino, 61 anos, com dor abdominal em fossa ilíaca esquerda há 6 dias, dá entrada no pronto socorro com confusão mental, taquipneico, pressão arterial inaudível, abdômen distendido e muito doloroso difusamente. As medidas que podem influenciar no prognóstico deste paciente são:
Choque séptico abdominal → Hidratação rápida + ATB amplo espectro + Cirurgia imediata pós-estabilização inicial.
Paciente com sinais de choque séptico de origem abdominal (provável peritonite por diverticulite perfurada) necessita de ressuscitação volêmica rápida, antibioticoterapia de amplo espectro e intervenção cirúrgica emergencial para controle da fonte de infecção.
O paciente apresenta um quadro de abdome agudo com sinais de choque séptico (confusão mental, taquipneia, hipotensão inaudível, abdômen distendido e doloroso difusamente), provavelmente secundário a uma diverticulite complicada com perfuração e peritonite generalizada, dada a dor em fossa ilíaca esquerda. Esta é uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. O manejo do choque séptico exige uma abordagem multifacetada e rápida. As medidas iniciais cruciais incluem a ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides (1000 ml rapidamente é um bom início, mas pode ser necessário mais), para restaurar a perfusão e a pressão arterial. Simultaneamente, deve-se iniciar antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos aeróbios e anaeróbios envolvidos em infecções abdominais. Após a estabilização inicial com fluidos e antibióticos, o controle da fonte de infecção é imperativo e, neste caso, significa cirurgia imediata para tratar a perfuração e a peritonite. Atrasos na ressuscitação, antibioticoterapia ou controle cirúrgico da fonte estão associados a pior prognóstico e aumento da mortalidade.
Os pilares são ressuscitação volêmica agressiva, antibioticoterapia de amplo espectro iniciada precocemente e controle da fonte de infecção, geralmente cirúrgico.
A hidratação rápida com cristaloides visa restaurar a perfusão tecidual e a pressão arterial, combatendo a hipovolemia relativa e a disfunção microcirculatória causadas pela sepse.
A antibioticoterapia de largo espectro, cobrindo aeróbios e anaeróbios, deve ser iniciada imediatamente para combater a infecção subjacente e melhorar o prognóstico, antes mesmo da identificação do patógeno.
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