Choque Séptico: Manejo Inicial e Ressuscitação Volêmica

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2019

Enunciado

J.S.C., 44 anos, masculino, diabético tipo 2 há quatro anos. Apresenta quadro de tosse produtiva iniciada há quatro dias. Há dois dias, começou a apresentar febre não aferida, mal-estar geral e dispneia leve. Nesta manhã, passou também a apresentar tonturas e confusão mental, sendo então trazido pelos familiares ao serviço de pronto atendimento de uma UPA em Cuiabá. À admissão, o paciente encontra-se confuso, taquipneico, porém responsivo. Sinais vitais: FR 32 IRPM, FC: 112 bpm, PA: 80x50 mmHg e T: 35,5°C. Glicemia capilar: 290 mg/dL. Ausculta pulmonar revela estertores crepitantes em 1/3 médio e inferior de hemitórax direito. Gasometria arterial mostra pH 7,29; pO₂: 82 mmHg; pCO₂: 25mmHg; Bicarbonato: 12 mEq/L; BE: -8,0. Diante do quadro clínico e das hipóteses diagnósticas mais prováveis, qual é a conduta terapeutica inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Antibioticoterapia de largo espectro e bicarbonato de sódio para corrigir o distúrbio ácido-básico observado
  2. B) Antibioticoterapia de largo espectro, hidratação cautelosa (500 mL de cristaloide em três horas) e furosemida IV para reduzir a possibilidade de congestão pulmonar. 
  3. C) Antibioticoterapia de largo espectro e noreprinefina para elevar a pressão arterial média acima de 85 mmHg.
  4. D) Antibioticoterapia de largo espectro e infusão de 30 mL/Kg de cristaloide nas primeiras três horas.

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