Choque Séptico: Diagnóstico e Critérios Sepsis-3

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 72 anos, sexo masculino, submetido à gastrectomia total há cinco dias, inicia quadro de agitação e confusão mental, taquipneia (30irpm), drenagem de secreção de mau cheiro pela ferida operatória, alteração aguda de 5 pontos no escore SOFA (Sequential Sepsis-related Organ Failure Assessment), necessitando de vasopressores para manutenção da pressão arterial média maior ou igual a 65mmHg e dosagem de lactato de 7mmol/litro, mesmo após reposição volêmica adequada. Considerando os dados descritos acima, o diagnóstico MAIS PRECISO para o quadro apresentado por este paciente é:

Alternativas

  1. A) Choque séptico.
  2. B) Resposta orgânica ao trauma exacerbado.
  3. C) Sepse.
  4. D) Síndrome da resposta inflamatória sistêmica.

Pérola Clínica

Sepse + necessidade de vasopressores para PAM ≥ 65mmHg + lactato > 2mmol/L (após fluidos) = Choque Séptico.

Resumo-Chave

O choque séptico é uma forma de sepse com disfunção circulatória e metabólica profunda o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade. É caracterizado pela necessidade de vasopressores para manter a pressão arterial média ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, mesmo após reposição volêmica adequada.

Contexto Educacional

O choque séptico representa uma das emergências médicas mais graves, com alta mortalidade, e seu reconhecimento precoce é fundamental. Ele é definido como um subconjunto da sepse, caracterizado por disfunções circulatórias e metabólicas celulares e profundas o suficiente para aumentar substancialmente o risco de morte. A sepse, por sua vez, é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. Os critérios Sepsis-3 estabelecem que o choque séptico é identificado pela necessidade de vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) de 65 mmHg ou mais e um nível de lactato sérico superior a 2 mmol/L (18 mg/dL) na ausência de hipovolemia. A disfunção orgânica é avaliada pelo escore SOFA, onde um aumento agudo de 2 ou mais pontos em relação à linha de base (ou zero, se não houver disfunção prévia) indica sepse. O manejo do choque séptico envolve a identificação e controle da fonte de infecção, ressuscitação volêmica com cristaloides, administração precoce de antibióticos de amplo espectro, e uso de vasopressores (noradrenalina como primeira escolha) para manter a PAM. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e níveis de lactato é crucial para guiar a terapia e otimizar a perfusão tecidual, visando reduzir a mortalidade associada a esta condição.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para o diagnóstico de choque séptico?

O choque séptico é diagnosticado quando um paciente com sepse necessita de vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) de 65 mmHg ou mais, e apresenta um lactato sérico superior a 2 mmol/L, mesmo após reposição volêmica adequada.

Como o escore SOFA é utilizado na avaliação da sepse?

O escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) quantifica a disfunção orgânica em seis sistemas (respiratório, cardiovascular, hepático, coagulação, renal e neurológico). Um aumento agudo de 2 ou mais pontos no SOFA indica sepse.

Qual a importância do lactato sérico no choque séptico?

O lactato sérico elevado (> 2 mmol/L) é um marcador de hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbio, sendo um dos critérios diagnósticos para choque séptico e um importante preditor de mortalidade.

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