CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Ricardo, 32 anos, previamente saudável, há dois dias apresentou prostração, cefaleia, sudorese e febre. Há 12h com piora clínica e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow = 11). Na admissão do Pronto Socorro hipotensão grave, taquicardia, Sat O2 = 88% (ar ambiente), cianose, petéquias e equimoses em extremidades. Hematócrito = 34%; Leucócitos= 20.000 cels/mm³ com 42% bastões; plaquetas = 32.000 cels/mm³. Assinale alternativa mais adequada para as condutas iniciais:
Choque séptico com púrpura fulminans → Ressuscitação volêmica, hemocultura, ATB empírico (Ceftriaxona).
O quadro clínico de Ricardo (febre, rebaixamento de consciência, hipotensão, taquicardia, petéquias/equimoses, leucocitose com desvio à esquerda, plaquetopenia) é altamente sugestivo de choque séptico com coagulopatia, possivelmente meningococcemia (púrpura fulminans). A conduta inicial prioritária é ressuscitação volêmica, coleta de culturas (hemocultura) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, como ceftriaxona.
O caso clínico descreve um paciente jovem com um quadro fulminante de sepse grave evoluindo para choque séptico, com sinais de coagulopatia disseminada (petéquias e equimoses), classicamente associado à púrpura fulminans, uma manifestação grave da meningococcemia. Esta é uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada agressivamente. A fisiopatologia do choque séptico envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada à infecção, levando à disfunção orgânica. A hipotensão é resultado da vasodilatação e da disfunção miocárdica. A coagulopatia, com plaquetopenia e petéquias, é um sinal de coagulação intravascular disseminada (CIVD), comum em infecções graves como a meningococcemia. As condutas iniciais devem ser agressivas e simultâneas: ressuscitação volêmica com cristaloides para combater a hipotensão, coleta de hemoculturas (e outras culturas, se indicadas) para identificar o agente etiológico, e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, como a ceftriaxona, que cobre patógenos comuns como Neisseria meningitidis. A intubação orotraqueal pode ser necessária para proteger a via aérea e otimizar a oxigenação em pacientes com rebaixamento de consciência e hipoxemia.
Sinais de alerta incluem febre ou hipotermia, taquicardia, taquipneia, hipotensão, alteração do nível de consciência, oligúria, e sinais de disfunção orgânica como petéquias e equimoses.
A ressuscitação volêmica com cristaloides é crucial para restaurar a perfusão tecidual e corrigir a hipotensão, que é um marcador de choque. Deve ser iniciada precocemente e guiada por metas.
A ceftriaxona é um antibiótico de amplo espectro, com excelente penetração no sistema nervoso central, sendo uma escolha empírica adequada para suspeita de meningococcemia e outras causas bacterianas de sepse grave, especialmente antes da identificação do patógeno.
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