HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Paciente de 45 anos vai ser operado de uma úlcera perfurada e se apresenta com choque séptico. Foram tomadas as medidas iniciais para abordagem do caso. É CORRETO afirmar que se trata de alteração característica da fase inicial do choque séptico:
Choque séptico inicial → vasodilatação periférica → baixa resistência vascular sistêmica (RVS).
Na fase inicial do choque séptico, a resposta inflamatória sistêmica leva à liberação de mediadores que causam vasodilatação generalizada. Isso resulta em uma baixa resistência vascular sistêmica, que é uma característica distintiva do choque séptico 'quente', apesar de um débito cardíaco que pode estar normal ou até elevado inicialmente.
O choque séptico é uma condição de disfunção circulatória e metabólica/celular profunda, associada a um risco aumentado de mortalidade, causada por uma infecção. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em unidades de terapia intensiva. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para o manejo adequado, especialmente nas fases iniciais, onde a intervenção rápida pode melhorar significativamente o prognóstico. Na fase inicial do choque séptico, a resposta inflamatória sistêmica desencadeada pela infecção leva à liberação de mediadores vasoativos (como óxido nítrico e citocinas) que causam vasodilatação generalizada. Essa vasodilatação resulta em uma acentuada diminuição da resistência vascular sistêmica (RVS), o que é uma característica distintiva do choque séptico, muitas vezes referido como choque "quente" devido à pele quente e ruborizada. Apesar da baixa RVS, o débito cardíaco pode estar normal ou até elevado inicialmente como um mecanismo compensatório. No entanto, a má distribuição do fluxo sanguíneo e a incapacidade de manter uma pressão de perfusão adequada para os órgãos vitais levam à hipoperfusão tecidual, disfunção celular e, eventualmente, falência de múltiplos órgãos. O tratamento visa restaurar a perfusão tecidual, controlar a infecção e modular a resposta inflamatória.
A principal alteração é a vasodilatação periférica generalizada, que resulta em uma baixa resistência vascular sistêmica (RVS). Isso leva a uma má distribuição do fluxo sanguíneo e disfunção orgânica.
Não necessariamente. Na fase inicial do choque séptico (choque "quente"), o débito cardíaco pode estar normal ou até elevado como mecanismo compensatório à baixa RVS, antes de se deteriorar.
A baixa RVS, apesar de um débito cardíaco potencialmente normal ou elevado, leva a uma perfusão tecidual inadequada devido à má distribuição do fluxo sanguíneo, resultando em hipóxia celular e disfunção de múltiplos órgãos.
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