UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 62 anos de idade, procurou atendimento em um pronto-socorro devido a tosse seca, febre não aferida e mal-estar geral, há 7 dias. Durante avaliação, houve deterioração do quadro clínico e o médico foi chamado para atendê-lo. O paciente apresentava-se taquicárdico, febril (temperatura 39 ºC), hipotenso, taquidispneico, com extremidades frias e torporoso. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a intervenção inicial mais adequada.
Deterioração súbita + sinais de choque (hipotensão, torpor, extremidades frias) → Sepse grave = O2, monitorização, culturas, lactato, ATB imediato.
Paciente com sinais de infecção e deterioração clínica rápida, apresentando hipotensão, taquicardia, taquipneia e alteração do nível de consciência, configura um quadro de choque séptico. A conduta inicial é uma emergência e envolve a estabilização hemodinâmica, suporte ventilatório, coleta de culturas e marcadores de perfusão (lactato), e início imediato de antibióticos de amplo espectro.
O choque séptico representa uma das emergências médicas mais críticas, caracterizado por uma disfunção circulatória e metabólica celular e tecidual profunda, com risco de mortalidade substancialmente elevado. É uma complicação grave da sepse, que por sua vez é uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. A rápida identificação e intervenção são pilares para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada, levando à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, disfunção miocárdica e má distribuição do fluxo sanguíneo, resultando em hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica. Os sinais clínicos incluem hipotensão persistente, taquicardia, taquipneia, alteração do nível de consciência, oligúria e extremidades frias ou marmóreas. O manejo inicial do choque séptico é guiado por protocolos e deve ser implementado nas primeiras horas. As intervenções prioritárias incluem monitorização contínua dos sinais vitais, suporte ventilatório com oxigenoterapia, ressuscitação volêmica com cristaloides, coleta de culturas para identificação do patógeno e, crucialmente, o início imediato de antibióticos de amplo espectro. A dosagem de lactato arterial é fundamental para avaliar a perfusão tecidual e guiar a resposta à terapia, sendo um dos principais marcadores de prognóstico e resposta ao tratamento.
O choque séptico é identificado pela presença de sepse (infecção com disfunção orgânica) e necessidade de vasopressores para manter uma pressão arterial média ≥ 65 mmHg, apesar de ressuscitação volêmica adequada, ou lactato sérico > 2 mmol/L na ausência de hipovolemia.
A coleta de culturas (hemoculturas, uroculturas, culturas de sítios suspeitos) antes do antibiótico é crucial para identificar o agente etiológico e permitir o ajuste da antibioticoterapia para um espectro mais estreito, evitando resistência e toxicidade. No entanto, a coleta não deve atrasar o início do antibiótico.
O lactato arterial é um marcador de hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbio. Níveis elevados indicam gravidade e são usados para guiar a ressuscitação, com o objetivo de normalizar seus valores, refletindo a melhora da perfusão.
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