Choque Séptico: Manejo Inicial e Antibioticoterapia

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 42 anos iniciou disúria há 4 dias, apresenta febre com dor lombar há um dia e hoje prostração intensa, sendo levada ao PS. EF: regular estado geral, sonolenta (Glasgow 11), PA 75/50 mmHg, FC 135 bpm, SatO₂ 93%, FR 26 ipm, tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Sobre a abordagem desse caso na emergência, além da ressuscitação volêmica e noradrenalina, assinale a correta.

Alternativas

  1. A) Deve-se iniciar a dobutamina na dose intermediária, visando o efeito alfa e beta-adrenérgico concomitante.
  2. B) Recomenda-se que a administração de antibiótico empírico deve ser idealmente realizada dentro de 1 hora do reconhecimento clínico.
  3. C) O escore q-SOFA (quick Sequential Organ Failure Assesment) é a melhor ferramenta diagnóstica para essa situação devido à sua praticidade e especificidade.
  4. D) Caso disponível, recomenda-se fortemente a dosagem de procalcitonina para decidir quanto ao início de antibiótico.

Pérola Clínica

Choque séptico com foco urinário → iniciar ATB empírico amplo espectro em 1h após reconhecimento.

Resumo-Chave

Paciente com sinais de choque séptico (hipotensão, taquicardia, hipoperfusão) e foco infeccioso (disúria, dor lombar, febre) exige intervenção rápida, sendo a administração precoce de antibióticos crucial para a sobrevida.

Contexto Educacional

A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. O choque séptico é um subconjunto da sepse em que as anormalidades circulatórias e metabólicas celulares são profundas o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade. É uma emergência médica que requer reconhecimento e tratamento imediatos. A paciente do caso apresenta sinais claros de choque séptico (hipotensão, taquicardia, hipoperfusão com TPC prolongado, alteração do nível de consciência) com um foco infeccioso provável (pielonefrite). A abordagem inicial inclui ressuscitação volêmica, uso de vasopressores como noradrenalina para manter a pressão arterial e, crucialmente, a administração precoce de antibióticos de amplo espectro. As diretrizes atuais recomendam fortemente que a antibioticoterapia empírica seja iniciada dentro de uma hora do reconhecimento do choque séptico. Isso se baseia em evidências de que atrasos na administração de antibióticos estão associados a um aumento da mortalidade. Outras medidas, como a dosagem de procalcitonina, podem auxiliar na decisão, mas não devem atrasar o início do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para choque séptico em um paciente com infecção?

Sinais de alerta incluem hipotensão persistente, taquicardia, alteração do nível de consciência (Glasgow < 15), tempo de enchimento capilar prolongado, oligúria e taquipneia.

Qual a importância da administração de antibióticos na primeira hora em casos de sepse?

A administração de antibióticos de amplo espectro na primeira hora após o reconhecimento da sepse está associada a uma redução significativa da mortalidade, pois combate rapidamente a fonte da infecção.

O escore q-SOFA é suficiente para diagnosticar sepse?

O q-SOFA é uma ferramenta de triagem para identificar pacientes com maior risco de desfechos desfavoráveis, mas não é um critério diagnóstico isolado para sepse. Ele indica disfunção orgânica aguda.

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