UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Mulher, 25 anos de idade, refere disúria e polaciúria há 6 dias, evoluindo com dor lombar e febre, com necessidade de internação. Sem doenças prévias. Ao exame físico, apresenta-se torporosa, com temperatura de 38ºC, PA = 80/60 mmHg, FC = 110 bpm, FR = 24 irpm. Após expansão volêmica e coleta de hemocultura e urocultura, qual é a estratégia de tratamento antimicrobiano mais adequada?
Choque séptico de origem urinária → iniciar ATB amplo espectro (gram-negativos) na 1ª hora pós-diagnóstico.
Pacientes com sepse e choque séptico necessitam de antibioticoterapia empírica de amplo espectro iniciada na primeira hora após o reconhecimento, mesmo antes dos resultados das culturas. A cobertura para gram-negativos é crucial em urosepse.
A sepse e o choque séptico representam emergências médicas com alta morbimortalidade, sendo a urosepse uma causa comum. O reconhecimento precoce dos sinais de disfunção orgânica, como alteração do estado mental, hipotensão e taquicardia, é fundamental para o manejo adequado. A incidência de sepse tem aumentado, e o manejo rápido é crucial para melhorar os desfechos. A fisiopatologia envolve uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, levando a disfunção orgânica. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios de sepse (SOFA score) e choque. A suspeita deve ser alta em pacientes com infecção e sinais de instabilidade hemodinâmica ou disfunção de órgãos. O tratamento inicial do choque séptico inclui ressuscitação volêmica, vasopressores se necessário, e, criticamente, a administração de antibióticos de amplo espectro na primeira hora após o diagnóstico. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir os patógenos mais prováveis, como gram-negativos na urosepse, e ser escalonada ou desescalonada após os resultados das culturas.
Choque séptico é definido por sepse com necessidade de vasopressores para manter PAM ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar de ressuscitação volêmica adequada.
Bactérias gram-negativas, como Escherichia coli, são os patógenos mais comuns em infecções do trato urinário e urosepse, justificando a cobertura empírica inicial.
O início da antibioticoterapia de amplo espectro dentro da primeira hora após o diagnóstico de choque séptico está associado a uma redução significativa da mortalidade.
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