IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021
As medidas associadas com a redução da mortalidade no choque séptico, além da ressuscitação volêmica, são:
Choque séptico: ATB 1ª hora + controle glicêmico + vasopressores precoces = ↓ mortalidade.
A questão destaca as intervenções cruciais no manejo do choque séptico que, além da ressuscitação volêmica, comprovadamente reduzem a mortalidade. A rapidez na administração de antibióticos, o controle glicêmico e o uso precoce de vasopressores são pilares do tratamento.
O choque séptico é uma condição de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, resultando em hipotensão persistente que requer vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L após ressuscitação volêmica adequada. É uma das principais causas de morbimortalidade em unidades de terapia intensiva, e seu manejo precoce e agressivo é fundamental para a sobrevida do paciente. Além da ressuscitação volêmica inicial com cristaloides, diversas intervenções são comprovadamente associadas à redução da mortalidade. A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser administrada na primeira hora do reconhecimento do choque séptico, pois o atraso está diretamente ligado a piores desfechos. O controle glicêmico, com metas geralmente entre 140-180 mg/dL, é importante para evitar os efeitos deletérios da hiperglicemia e hipoglicemia. O uso de agentes vasopressores, como a noradrenalina (primeira escolha), deve ser iniciado precocemente se a hipotensão persistir após a infusão inicial de fluidos, para restaurar a perfusão tecidual. Outras medidas incluem a identificação e controle da fonte de infecção, suporte ventilatório, e monitorização hemodinâmica. O manejo do choque séptico é um desafio complexo que exige uma abordagem multidisciplinar e a aplicação rigorosa das diretrizes da campanha "Surviving Sepsis Campaign".
A antibioticoterapia de amplo espectro administrada na primeira hora do diagnóstico de choque séptico é crucial, pois cada hora de atraso está associada a um aumento significativo da mortalidade, devido à rápida progressão da infecção e disfunção orgânica.
A noradrenalina é o vasopressor de primeira linha no choque séptico. Deve ser iniciada precocemente se a hipotensão persistir após a ressuscitação volêmica inicial adequada, visando manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg.
O controle glicêmico rigoroso (mas não excessivamente agressivo) é importante no choque séptico para evitar tanto a hiperglicemia (associada a pior prognóstico e disfunção imune) quanto a hipoglicemia. A meta geralmente é manter a glicemia entre 140-180 mg/dL.
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