Choque Séptico: Medidas Essenciais para Redução da Mortalidade

IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021

Enunciado

As medidas associadas com a redução da mortalidade no choque séptico, além da ressuscitação volêmica, são:

Alternativas

  1. A) antibioticoterapia precoce, uso de corticoide, controle glicêmico, uso de agentes vasopressores precocemente.
  2. B) antibioticoterapia na primeira hora de tratamento, controle glicêmico, uso de dopamina e vasopressina, se necessário.
  3. C) antibioticoterapia precoce, uso de imunoglobulina humana, uso de proteína C ativada, uso de agentes vasopressores precocemente.
  4. D) antibioticoterapia na primeira hora de tratamento, controle glicêmico, uso de agentes vasopressores precocemente.

Pérola Clínica

Choque séptico: ATB 1ª hora + controle glicêmico + vasopressores precoces = ↓ mortalidade.

Resumo-Chave

A questão destaca as intervenções cruciais no manejo do choque séptico que, além da ressuscitação volêmica, comprovadamente reduzem a mortalidade. A rapidez na administração de antibióticos, o controle glicêmico e o uso precoce de vasopressores são pilares do tratamento.

Contexto Educacional

O choque séptico é uma condição de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, resultando em hipotensão persistente que requer vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L após ressuscitação volêmica adequada. É uma das principais causas de morbimortalidade em unidades de terapia intensiva, e seu manejo precoce e agressivo é fundamental para a sobrevida do paciente. Além da ressuscitação volêmica inicial com cristaloides, diversas intervenções são comprovadamente associadas à redução da mortalidade. A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser administrada na primeira hora do reconhecimento do choque séptico, pois o atraso está diretamente ligado a piores desfechos. O controle glicêmico, com metas geralmente entre 140-180 mg/dL, é importante para evitar os efeitos deletérios da hiperglicemia e hipoglicemia. O uso de agentes vasopressores, como a noradrenalina (primeira escolha), deve ser iniciado precocemente se a hipotensão persistir após a infusão inicial de fluidos, para restaurar a perfusão tecidual. Outras medidas incluem a identificação e controle da fonte de infecção, suporte ventilatório, e monitorização hemodinâmica. O manejo do choque séptico é um desafio complexo que exige uma abordagem multidisciplinar e a aplicação rigorosa das diretrizes da campanha "Surviving Sepsis Campaign".

Perguntas Frequentes

Qual a importância da antibioticoterapia na primeira hora no choque séptico?

A antibioticoterapia de amplo espectro administrada na primeira hora do diagnóstico de choque séptico é crucial, pois cada hora de atraso está associada a um aumento significativo da mortalidade, devido à rápida progressão da infecção e disfunção orgânica.

Quais são os vasopressores de primeira linha no choque séptico e quando devem ser iniciados?

A noradrenalina é o vasopressor de primeira linha no choque séptico. Deve ser iniciada precocemente se a hipotensão persistir após a ressuscitação volêmica inicial adequada, visando manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg.

Por que o controle glicêmico é importante no manejo do choque séptico?

O controle glicêmico rigoroso (mas não excessivamente agressivo) é importante no choque séptico para evitar tanto a hiperglicemia (associada a pior prognóstico e disfunção imune) quanto a hipoglicemia. A meta geralmente é manter a glicemia entre 140-180 mg/dL.

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