Choque Séptico: Diagnóstico Rápido e Manejo Inicial

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, 50 anos, é trazido ao pronto-socorro com confusão mental, taquipneia e hipotensão. A gasometria arterial mostra pH de 7.10, PaCO2 de 28 mmHg, PaO2 de 65 mmHg, HCO3- de 12 mEq/L e lactato de 5 mmol/L. O paciente tem história de diabetes tipo 2 e estava com febre e tosse nas últimas 72 horas. Qual o diagnóstico mais provável e o tratamento inicial indicado?

Alternativas

  1. A) Cetoacidose diabética, iniciar fluidoterapia, insulina e correção de eletrólitos.
  2. B) Encefalite viral, iniciar terapia antiviral e suporte clínico.
  3. C) Insuficiência renal aguda com acidose metabólica, iniciar diálise urgente.
  4. D) Choque séptico por pneumonia, iniciar fluidoterapia agressiva e antibióticos de amplo espectro.

Pérola Clínica

Confusão + Taquipneia + Hipotensão + Acidose metabólica com lactato ↑ + Infecção → Choque séptico.

Resumo-Chave

O quadro clínico de confusão mental, taquipneia e hipotensão, associado a sinais de infecção (febre, tosse) e uma gasometria com acidose metabólica e lactato elevado, é altamente sugestivo de choque séptico. A prioridade é o reconhecimento precoce e a intervenção rápida com fluidos e antibióticos.

Contexto Educacional

O choque séptico representa uma das emergências médicas mais graves, com alta mortalidade se não for prontamente reconhecido e tratado. Caracteriza-se por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, levando a disfunção orgânica e hipotensão persistente, mesmo após reposição volêmica adequada. A epidemiologia mostra que infecções respiratórias, como a pneumonia, são causas comuns de sepse e choque séptico, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes mellitus, que predispõe a infecções mais graves. O diagnóstico é clínico e laboratorial. Pacientes apresentam sinais de infecção (febre, tosse) e disfunção orgânica (confusão mental, taquipneia, hipotensão). A gasometria arterial é fundamental, revelando acidose metabólica (pH baixo, bicarbonato baixo) com lactato sérico elevado, um marcador de hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico. A PaCO2 baixa indica compensação respiratória. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com infecção e sinais de instabilidade hemodinâmica ou disfunção orgânica. O tratamento do choque séptico é uma corrida contra o tempo e segue o "bundle" de sepse, que inclui a administração rápida de fluidos intravenosos (cristaloides), coleta de culturas antes dos antibióticos, e início precoce de antibióticos de amplo espectro nas primeiras horas. O uso de vasopressores é indicado se a hipotensão persistir após a fluidoterapia. O prognóstico depende diretamente da rapidez e adequação das intervenções iniciais, visando restaurar a perfusão tecidual e controlar a fonte da infecção.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para choque séptico?

Choque séptico é definido por sepse (disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção) mais a necessidade de vasopressores para manter PAM ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar de fluidoterapia adequada.

Qual a conduta inicial no manejo do choque séptico?

A conduta inicial inclui a administração rápida de fluidos intravenosos (cristaloides), coleta de culturas, início precoce de antibióticos de amplo espectro, e, se necessário, vasopressores para manter a pressão arterial.

Como a gasometria arterial auxilia no diagnóstico e monitoramento do choque séptico?

A gasometria revela acidose metabólica com lactato elevado, indicando hipoperfusão tecidual. O monitoramento do lactato é crucial para avaliar a resposta ao tratamento e a adequação da perfusão.

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