Choque Séptico por E. Coli ESBL: Manejo e Antibiótico

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 39 anos, antecedente de infecção urinária de repetição e aneurisma de aorta abdominal, usuária crônica de antibióticos, chega à Urgência em choque séptico de foco urinário e disfunção renal. Traz uma urocultura de 04 meses atrás com E. Coli ESBL. Sabendo que o uso do antimicrobiano correto na primeira hora tem relevância no prognóstico e diante das informações descritas acima, a droga MAIS adequada para este caso é: 

Alternativas

  1. A) Gentamicina. 
  2. B) Ceftriaxona
  3. C) Ertapenem. 
  4. D) Ciprofloxacina. 

Pérola Clínica

Choque séptico por E. Coli ESBL → Carbapenêmico (Ertapenem) é a droga de escolha imediata.

Resumo-Chave

Em casos de choque séptico, especialmente com histórico de infecção por bactérias multirresistentes como E. Coli ESBL, a escolha do antibiótico correto na primeira hora é crucial para o prognóstico. Bactérias produtoras de ESBL são resistentes a muitas classes de antibióticos, incluindo cefalosporinas de amplo espectro, tornando os carbapenêmicos a opção mais adequada para o tratamento empírico inicial.

Contexto Educacional

O choque séptico é uma condição de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, caracterizada por hipotensão persistente que requer vasopressores para manter a PAM ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. A infecção urinária é uma causa comum de sepse, e a presença de bactérias multirresistentes, como E. Coli produtoras de ESBL, complica o manejo. A E. Coli ESBL é uma preocupação crescente na prática clínica, especialmente em pacientes com histórico de infecções de repetição e uso crônico de antibióticos, pois essas bactérias são resistentes a muitos antibióticos de uso comum. A identificação prévia de ESBL em uroculturas anteriores é um alerta crucial para a escolha do tratamento empírico. No manejo do choque séptico, a administração de antibióticos de amplo espectro e adequados ao perfil de resistência esperado na primeira hora é um dos pilares para melhorar o prognóstico. Para infecções por E. Coli ESBL, os carbapenêmicos são a classe de antibióticos de escolha devido à sua eficácia comprovada contra essas cepas. O ertapenem, por exemplo, é um carbapenêmico com boa atividade contra ESBL e pode ser usado em casos de infecção urinária grave.

Perguntas Frequentes

O que significa E. Coli ESBL e por que é relevante no tratamento?

E. Coli ESBL (Extended-spectrum beta-lactamase) refere-se a cepas de E. Coli que produzem enzimas beta-lactamases de espectro estendido, conferindo resistência a cefalosporinas de terceira e quarta geração e aztreonam. Isso limita as opções terapêuticas e exige antibióticos mais potentes.

Qual a importância da escolha do antimicrobiano na primeira hora em choque séptico?

A administração do antimicrobiano correto na primeira hora do reconhecimento do choque séptico é um pilar fundamental do tratamento, associada a uma redução significativa da mortalidade. O atraso na terapia antimicrobiana adequada aumenta o risco de óbito.

Quais são as opções de tratamento para infecções graves por E. Coli ESBL?

Para infecções graves por E. Coli ESBL, os carbapenêmicos (como ertapenem, meropenem ou imipenem) são geralmente a classe de antibióticos de escolha. Outras opções podem incluir cefiderocol, ceftazidima-avibactam ou meropenem-vaborbactam, dependendo da sensibilidade e da gravidade do caso.

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