MedEvo Simulado — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 68 anos de idade, submetido a uma colectomia parcial há 7 dias, desenvolve subitamente quadro de hipotensão (PA 80/50 mmHg), taquicardia (115 bpm), oligúria e confusão mental. Apresenta febre (38.9°C) e leucocitose (18.000/mm³). A ferida operatória mostra sinais de inflamação e secreção purulenta. Após reposição volêmica com 30 mL/kg de cristaloides, a pressão arterial média permanece abaixo de 65 mmHg, necessitando de noradrenalina para manter a perfusão. O lactato sérico é de 6 mmol/L. Considerando a apresentação clínica e os dados laboratoriais, o diagnóstico MAIS PROVÁVEL para este paciente é:
Choque séptico = Sepse + hipotensão refratária a fluidos + necessidade de vasopressor + lactato > 2 mmol/L.
O paciente apresenta sepse (infecção com disfunção orgânica) e, após reposição volêmica adequada, mantém hipotensão que exige vasopressor e lactato elevado, configurando o diagnóstico de choque séptico, uma emergência médica grave.
O choque séptico é uma das emergências médicas mais graves, representando uma forma de sepse com disfunção circulatória e metabólica profunda o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade. É crucial para residentes e profissionais de saúde reconhecer e manejar rapidamente essa condição, especialmente no contexto pós-operatório, onde infecções são uma complicação comum. A sepse é definida como uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. O diagnóstico de sepse é feito quando há uma infecção confirmada ou suspeita e um aumento agudo de 2 ou mais pontos no escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment). No caso apresentado, a ferida operatória purulenta é a fonte de infecção, e a hipotensão, oligúria e confusão mental indicam disfunção orgânica. O choque séptico é um subconjunto da sepse, caracterizado por hipotensão persistente que requer vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg, APÓS ressuscitação volêmica adequada (geralmente 30 mL/kg de cristaloides), e lactato sérico > 2 mmol/L (na ausência de outras causas de hiperlactatemia). A presença de todos esses elementos no paciente descrito (hipotensão refratária a fluidos, necessidade de noradrenalina e lactato de 6 mmol/L) confirma o diagnóstico de choque séptico, exigindo intervenção imediata e agressiva.
Sepse é definida como disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, avaliada pelo aumento de 2 ou mais pontos no escore SOFA.
O choque séptico é diagnosticado quando, apesar da ressuscitação volêmica adequada, o paciente necessita de vasopressores para manter uma pressão arterial média ≥ 65 mmHg e apresenta lactato sérico > 2 mmol/L.
O lactato sérico é um marcador de hipoperfusão tecidual e sua elevação indica gravidade. A monitorização e a redução dos níveis de lactato são metas importantes na ressuscitação do choque séptico.
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