Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Paciente com sepse cirúrgica por infecção abdominal. Está hipotenso, mesmo após reposição volêmica. Qual medida deve ser instituída?
Hipotensão persistente pós-volume na sepse → Iniciar Noradrenalina precocemente (PAM alvo ≥ 65 mmHg).
No choque séptico, após a falha da ressuscitação volêmica inicial, o uso de vasopressores é mandatório para restaurar a pressão de perfusão tecidual.
O manejo hemodinâmico na sepse cirúrgica (como infecções abdominais) exige rapidez. Se após a carga volêmica inicial o paciente mantém hipotensão, o diagnóstico evolui para choque séptico. A noradrenalina deve ser iniciada, preferencialmente em acesso venoso central, embora o uso periférico temporário seja aceitável para evitar atrasos. O objetivo é manter a Pressão Arterial Média (PAM) acima de 65 mmHg para garantir a perfusão de órgãos vitais enquanto o foco infeccioso é controlado cirurgicamente.
O choque séptico é um subconjunto da sepse em que alterações circulatórias, celulares e metabólicas são profundas o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade. Clinicamente, é identificado pela necessidade de vasopressores para manter uma PAM ≥ 65 mmHg e lactato > 2 mmol/L (18 mg/dL) após ressuscitação volêmica adequada.
A noradrenalina é o agente de primeira linha devido ao seu potente efeito alfa-1 adrenérgico (vasoconstrição) e efeito beta-1 moderado (inotropismo), o que aumenta a pressão arterial com menor risco de arritmias em comparação à dopamina, além de ser mais eficaz na reversão do choque.
O Surviving Sepsis Campaign sugere um bolus inicial de pelo menos 30 ml/kg de cristaloides nas primeiras 3 horas. No entanto, a avaliação da responsividade a fluidos deve ser contínua para evitar a sobrecarga hídrica, que está associada a pior prognóstico e edema pulmonar.
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