UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Homem, 82 anos, asilado em casa de cuidados, chega ao pronto atendimento com quadro de taquidispneia associada a febre e tosse produtiva. Gasometria arterial demonstrando acidose láctica grave associada a hipoxemia importante. Oximetria de pulso 82% com aporte de oxigênio a 100%, hipotensão arterial (PA 64 x 44mmHg) e Glasgow 7 pontos. A alternativa que apresenta a conduta MAIS acertada é:
Idoso com sepse grave, hipoxemia, hipotensão e Glasgow 7 → Intubação orotraqueal urgente para suporte ventilatório.
Paciente idoso com quadro de sepse grave, evidenciado por hipoxemia importante, acidose láctica, hipotensão e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 7), necessita de intubação orotraqueal imediata para garantir via aérea e suporte ventilatório e hemodinâmico.
Pacientes idosos, especialmente aqueles em casas de cuidados, são particularmente vulneráveis a infecções graves que podem evoluir rapidamente para sepse e choque séptico. O quadro clínico apresentado, com taquidispneia, febre, tosse produtiva, acidose láctica grave, hipoxemia importante, hipotensão e Glasgow 7, é um cenário clássico de choque séptico com falência de múltiplos órgãos. Nesses casos de instabilidade hemodinâmica e respiratória grave, associada a rebaixamento do nível de consciência, a prioridade é a proteção da via aérea e o suporte ventilatório e hemodinâmico. A intubação orotraqueal é a conduta mais acertada, pois garante a via aérea, permite a ventilação mecânica invasiva e facilita a otimização hemodinâmica. A ventilação não-invasiva é contraindicada em pacientes com Glasgow < 8 devido ao alto risco de broncoaspiração. A escolha dos fármacos para intubação de sequência rápida deve considerar o estado hemodinâmico do paciente; cetamina e succinilcolina são opções válidas, com a cetamina oferecendo alguma estabilidade hemodinâmica. Após a intubação, a ventilação mecânica deve seguir uma estratégia protetora.
As indicações incluem rebaixamento do nível de consciência (Glasgow < 8), hipoxemia refratária, hipercapnia, falência respiratória iminente, proteção de via aérea e necessidade de ventilação mecânica invasiva.
A ventilação não-invasiva é contraindicada em pacientes com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 7), instabilidade hemodinâmica grave (hipotensão) e acidose láctica grave, devido ao alto risco de broncoaspiração e falha terapêutica.
Para indução, pode-se usar etomidato ou cetamina (com cautela na instabilidade hemodinâmica). Para relaxamento neuromuscular, succinilcolina (ação rápida) ou rocurônio são opções, dependendo da condição clínica do paciente.
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