Manejo do Choque Séptico na Emergência: Condutas Iniciais

Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 72 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, osteoartrose, tremor essencial e pós-operatório tardio de osteossíntese de úmero. Foi trazido ao pronto-socorro devido a confusão mental, febre alta (39,2 °C), e calafrios nas últimas 12 horas. A família relata que ele vem apresentando tosse produtiva, com expectoração amarelada há três dias. Ao exame físico, o paciente está sonolento, com pressão arterial de 85 × 50 mmHg, frequência cardíaca de 118 bpm, frequência respiratória de 28 irpm e saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente. A ausculta pulmonar revela estertores crepitantes em ambos os campos pulmonares, principalmente nas bases. Extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado (4 segundos) são observados. Exames complementares iniciais: Hemograma: leucocitose (17 000/mm³) com desvio à esquerda. Lactato sérico: 4,2 mmol/L. Ureia: 78 mg/dL e creatinina: 2,1 mg/dL (elevação em relação aos exames prévios). Glicose: 246 mg/dL. Gasometria arterial: pH 7,31, pCO2 29 mmHg, HCO3 16 mEq/L. Procalcitonina elevada. Radiografia de tórax: consolidação em lobo inferior direito. Com base no caso descrito, qual das seguintes condutas iniciais é mais apropriada para o manejo desse paciente na sala de emergência?

Alternativas

  1. A) Administração de cristaloides intravenosos e início de antibióticos de amplo espectro.
  2. B) Restrição de fluidos e administração de antibióticos após confirmação do patógeno.
  3. C) Administração de vasopressores como primeira linha de tratamento.
  4. D) Transfusão de concentrado de hemácias para melhorar a perfusão tecidual.

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