FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
A causa mais comum de choque nas primeiras 24 horas após cirurgia abdominal é:
Choque nas primeiras 24h pós-cirurgia abdominal → Hemorragia (hemoperitônio) é a causa mais comum.
Nas primeiras 24 horas após uma cirurgia abdominal, a hemorragia, frequentemente manifestada como hemoperitônio, é a causa mais prevalente de choque. Isso ocorre devido a falhas na hemostasia cirúrgica, sangramento de vasos não ligados ou coagulopatias, levando rapidamente à hipovolemia e choque.
O choque pós-operatório é uma complicação grave que exige reconhecimento e manejo imediatos. Nas primeiras 24 horas após uma cirurgia abdominal, a causa mais comum de choque é a hemorragia, frequentemente manifestando-se como hemoperitônio. Esta condição é crítica devido à rápida perda volêmica e à consequente hipoperfusão tecidual, que pode levar à falência de múltiplos órgãos se não tratada prontamente. A fisiopatologia do choque hemorrágico envolve a perda de volume sanguíneo circulante, que diminui o retorno venoso, o débito cardíaco e a pressão arterial, comprometendo a oxigenação tecidual. As causas podem incluir hemostasia inadequada durante a cirurgia, sangramento de vasos não ligados, coagulopatias ou lesões vasculares inadvertidas. A suspeita clínica é fundamental, baseada em sinais de hipovolemia e instabilidade hemodinâmica. O manejo do choque hemorrágico pós-operatório é uma emergência cirúrgica. Inclui a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides e hemoderivados), suporte ventilatório se necessário, e a identificação e controle da fonte do sangramento. Frequentemente, a reintervenção cirúrgica é necessária para controlar o hemoperitônio e salvar a vida do paciente, ressaltando a importância da vigilância intensiva no pós-operatório imediato.
Os sinais incluem taquicardia, hipotensão, oligúria, palidez, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência. A distensão abdominal pode indicar hemoperitônio.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides, hemoderivados), controle da via aérea e respiração, e investigação rápida da fonte do sangramento, que pode exigir reintervenção cirúrgica.
O choque hemorrágico é caracterizado por sinais de hipovolemia e hipoperfusão, geralmente sem febre significativa nas primeiras horas. O choque séptico, embora possível, é menos comum nas primeiras 24h e costuma cursar com febre, leucocitose e sinais de infecção.
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