SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Em relação ao choque no paciente pediátrico é correto afirmar que:
Choque distributivo = perda de líquidos do intravascular para o terceiro espaço (ex: sepse, anafilaxia).
No choque pediátrico, a queda da pressão arterial é um sinal tardio e grave. Crianças compensam por mais tempo, mantendo a PA normal mesmo em choque avançado. O choque distributivo é caracterizado por vasodilatação e aumento da permeabilidade capilar.
O choque pediátrico é uma condição de emergência grave caracterizada por perfusão e oxigenação tecidual inadequadas. É crucial reconhecer os sinais precoces, pois a progressão para choque descompensado e hipotensão pode ser rápida e fatal. A etiologia do choque em crianças difere da dos adultos, sendo o choque hipovolêmico a forma mais comum, geralmente devido à desidratação. Os tipos de choque incluem: hipovolêmico (perda de volume), distributivo (vasodilatação, ex: sepse, anafilaxia), cardiogênico (disfunção miocárdica) e obstrutivo (obstrução ao fluxo sanguíneo, ex: pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco). É fundamental entender a fisiopatologia de cada tipo para um manejo adequado. A pressão arterial é um indicador tardio de choque em crianças, que podem manter a PA normal por um tempo considerável devido a mecanismos compensatórios. O manejo inicial do choque pediátrico envolve a identificação e tratamento da causa subjacente, suporte ventilatório e circulatório, com reposição volêmica agressiva (cristaloides isotônicos) e, se necessário, uso de drogas vasoativas. O reconhecimento precoce dos sinais de má perfusão (taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, extremidades frias, alteração do nível de consciência) é vital para um desfecho favorável.
Os principais tipos são hipovolêmico (perda de volume), distributivo (vasodilatação e má distribuição do fluxo), cardiogênico (falha da bomba cardíaca) e obstrutivo (obstrução ao fluxo sanguíneo).
Crianças possuem mecanismos compensatórios robustos, como aumento da frequência cardíaca e vasoconstrição periférica, que mantêm a pressão arterial por mais tempo. A queda da PA indica falha desses mecanismos e choque descompensado.
A principal causa de choque hipovolêmico em crianças é a desidratação grave, frequentemente por gastroenterite com vômitos e diarreia. Hemorragias também são causas importantes, mas menos comuns que a desidratação.
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