USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Paciente encontrado em via pública desorientado, sem história clinica. É trazido por ambulância em serviço de urgência com quadro de sudorese, dispneia, tempo de enchimento capilar de 6 segundos. Sinais vitais são os seguintes: PA: 50x30 mmHg, FC: 137 bpm, FR: 28 imp, SatO2: 94% e glicemia capilar: 132 mg/dL. Foi realizado ultrassom à beira leito (figura abaixo). Qual a conduta?
Choque + Tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular, abafamento bulhas) + USG com derrame pericárdico e colapso VD → Tamponamento Cardíaco = Pericardiocentese.
O paciente apresenta um quadro de choque grave (hipotensão, taquicardia, má perfusão) com sinais de obstrução ao enchimento cardíaco. A ultrassonografia à beira leito é crucial para identificar a causa, e a pericardiocentese é a conduta salvadora em caso de tamponamento cardíaco.
O choque obstrutivo é uma forma de choque caracterizada por uma obstrução mecânica ao fluxo sanguíneo para ou do coração, resultando em diminuição do débito cardíaco. O tamponamento cardíaco é uma das causas mais críticas, ocorrendo quando o acúmulo de líquido no saco pericárdico comprime o coração, impedindo seu enchimento diastólico adequado. Clinicamente, o tamponamento cardíaco manifesta-se com a clássica Tríade de Beck: hipotensão, turgência jugular e abafamento das bulhas cardíacas. Outros sinais incluem taquicardia, dispneia e pulso paradoxal. Em um paciente em choque sem causa aparente, a suspeita de tamponamento deve ser alta. A ultrassonografia à beira leito (POCUS) é a ferramenta diagnóstica mais rápida e eficaz, revelando o derrame pericárdico e o colapso das câmaras direitas. A conduta imediata e definitiva é a pericardiocentese, um procedimento de emergência para drenar o líquido pericárdico e aliviar a compressão, restaurando a hemodinâmica e salvando a vida do paciente.
Os sinais clássicos incluem a Tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular e abafamento das bulhas cardíacas), além de taquicardia, dispneia e pulso paradoxal.
O ultrassom (POCUS) permite visualizar rapidamente o derrame pericárdico e, mais importante, o colapso das câmaras direitas (átrio e ventrículo direito) durante a diástole, confirmando o diagnóstico de tamponamento.
A conduta imediata e salvadora é a pericardiocentese de urgência, que drena o líquido pericárdico, alivia a pressão sobre o coração e restaura o enchimento ventricular, revertendo o choque.
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