HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2018
Sobre o Choque Neurogênico é INCORRETO afirmar que
Choque neurogênico: bradicardia + hipotensão por perda tônus simpático. Atropina NÃO é primeira linha.
O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo causada por lesão medular acima de T6, resultando em perda do tônus simpático. Isso leva a vasodilatação periférica e bradicardia, causando hipotensão. O tratamento inicial foca em fluidos e vasopressores, sendo a atropina reservada para bradicardias sintomáticas refratárias.
O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que resulta de uma lesão na medula espinhal, tipicamente acima do nível de T6. Caracteriza-se pela perda do tônus simpático, levando a uma vasodilatação sistêmica e bradicardia, o que resulta em hipotensão grave e inadequada perfusão tecidual. É crucial diferenciar o choque neurogênico do choque espinhal, que é uma perda temporária da função neurológica abaixo do nível da lesão. A fisiopatologia envolve a interrupção das vias simpáticas descendentes, que normalmente mantêm o tônus vascular e a frequência cardíaca. Sem essa inervação, ocorre vasodilatação arterial e venosa, com acúmulo de sangue na periferia e diminuição do retorno venoso, resultando em débito cardíaco reduzido. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de hipotensão, bradicardia e lesão medular alta. O tratamento do choque neurogênico foca na restauração da perfusão e oxigenação. Isso inclui reposição volêmica com cristaloides para otimizar a pré-carga, seguida de vasopressores (como noradrenalina) para aumentar o tônus vascular e a pressão arterial. A bradicardia, se sintomática e refratária aos vasopressores, pode ser tratada com atropina ou, em casos extremos, marcapasso. O manejo cuidadoso da temperatura corporal também é importante.
Os principais sinais são hipotensão (vasodilatação) e bradicardia (perda do tônus simpático), geralmente associados a lesões medulares acima de T6. Pode haver também pele quente e seca.
O tratamento inicial envolve reposição volêmica cautelosa para otimizar a pré-carga, seguida de vasopressores (como noradrenalina) para manter a pressão arterial e perfusão tecidual.
A bradicardia no choque neurogênico é devido à perda do tônus simpático. A atropina é um anticolinérgico que pode ser usada, mas o foco primário é na correção da hipotensão e perfusão com vasopressores, que muitas vezes já melhora a frequência cardíaca.
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