SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2019
Paciente de 19 anos, vítima de acidente motociclístico há 2 horas. Admitido na unidade especializada de trauma com suspeita de TRM. Não movimentava membros inferiores. FAST normal. Apresentava hipotensão (80x50 mmHg) e bradicardia. Qual a síndrome apresentada e o nível medular acometido?
TRM + hipotensão + bradicardia = Choque Neurogênico. Nível T4 é o limite para disfunção simpática.
O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo causada pela perda do tônus simpático devido a uma lesão medular acima de T6, resultando em vasodilatação, hipotensão e bradicardia. A lesão em T4 afeta o controle simpático cardíaco e vascular.
O choque neurogênico é uma complicação grave e potencialmente fatal do trauma raquimedular (TRM), especialmente em lesões acima de T6. Sua importância clínica reside na necessidade de reconhecimento rápido e manejo adequado para evitar a progressão da lesão secundária e melhorar o prognóstico do paciente. É crucial para residentes de emergência e cirurgia do trauma. Fisiopatologicamente, o choque neurogênico ocorre devido à interrupção das vias simpáticas descendentes, levando à perda do tônus vasomotor e à bradicardia. Isso resulta em vasodilatação periférica e diminuição da resistência vascular sistêmica, causando hipotensão, e a ausência de resposta taquicárdica compensatória. A suspeita deve surgir em pacientes com TRM que apresentam hipotensão e bradicardia, sem evidência de choque hipovolêmico. O tratamento envolve a reposição volêmica cautelosa para otimizar a pré-carga, o uso de vasopressores (como noradrenalina) para restaurar o tônus vascular e atropina ou cronotrópicos para a bradicardia. O objetivo é manter a pressão de perfusão medular e cerebral, minimizando a lesão secundária.
Os sinais clássicos incluem hipotensão (devido à vasodilatação periférica) e bradicardia (pela perda do tônus simpático cardíaco), geralmente acompanhados de pele quente e seca.
Choque neurogênico é uma condição hemodinâmica (hipotensão, bradicardia) causada por disfunção autonômica após lesão medular. Choque espinhal é a perda temporária da função neurológica (reflexos, motricidade, sensibilidade) abaixo do nível da lesão.
Lesões acima de T6 (e T4 é superior a T6) afetam as vias simpáticas que inervam o coração e os vasos sanguíneos, resultando em perda do tônus vasomotor e bradicardia, características do choque neurogênico.
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