Choque Neurogênico: Sinais Clínicos e Fisiopatologia

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2018

Enunciado

Paciente dá entrada no pronto-socorro e o médico plantonista faz o diagnóstico de choque neurogênico. Com a intenção de oferecer tratamento mais preciso e eficaz já na sala de emergência, o que ocorre nessa situação?

Alternativas

  1. A) Bradicardia e débito urinário baixo.
  2. B) Bradicardia e débito urinário normal.
  3. C) Taquicardia e débito urinário normal.
  4. D) Taquicardia e débito urinário baixo.

Pérola Clínica

Choque neurogênico = bradicardia + hipotensão + débito urinário normal (inicialmente) devido à perda do tônus simpático.

Resumo-Chave

O choque neurogênico é caracterizado por bradicardia e hipotensão, resultantes da perda do tônus simpático e predomínio parassimpático após lesão medular. O débito urinário tende a ser normal inicialmente, pois a perfusão renal pode ser mantida apesar da hipotensão, diferentemente de outros choques.

Contexto Educacional

O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que resulta da perda do tônus vasomotor simpático, geralmente secundária a uma lesão medular traumática acima de T6. Essa interrupção das vias simpáticas impede a vasoconstrição compensatória e leva à vasodilatação periférica generalizada, resultando em acúmulo de sangue na periferia e diminuição do retorno venoso ao coração. A fisiopatologia envolve a interrupção das vias eferentes simpáticas que controlam o tônus vascular e a frequência cardíaca. Com a perda do tônus simpático, há um predomínio do sistema nervoso parassimpático, o que se manifesta clinicamente por hipotensão (devido à vasodilatação) e bradicardia (devido à ausência de estimulação simpática cardíaca e predomínio vagal). A pele do paciente pode estar quente e seca devido à vasodilatação periférica. O manejo inicial do choque neurogênico inclui a estabilização da coluna vertebral, reposição volêmica cautelosa para otimizar a pré-carga e, principalmente, o uso de vasopressores (como noradrenalina) para restaurar o tônus vascular e manter a pressão arterial. A bradicardia pode ser tratada com atropina ou, em casos refratários, com marca-passo. É crucial diferenciar o choque neurogênico de outras formas de choque, como o hipovolêmico, para evitar intervenções inadequadas e garantir um tratamento eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características clínicas do choque neurogênico?

O choque neurogênico é caracterizado pela tríade de hipotensão, bradicardia e vasodilatação periférica, que se manifesta como pele quente e seca. O débito urinário geralmente é normal ou até aumentado inicialmente, ao contrário de outros tipos de choque.

Qual a fisiopatologia por trás da bradicardia no choque neurogênico?

A bradicardia no choque neurogênico ocorre devido à interrupção das vias simpáticas que inervam o coração, geralmente por lesão medular acima de T6. Isso leva ao predomínio do tônus parassimpático vagal, resultando em diminuição da frequência cardíaca.

Como o choque neurogênico se diferencia de outros tipos de choque, como o hipovolêmico?

A principal diferença é a bradicardia e a pele quente e seca no choque neurogênico, enquanto no choque hipovolêmico há taquicardia e pele fria e pegajosa devido à vasoconstrição compensatória. Ambos apresentam hipotensão, mas os mecanismos e as respostas compensatórias são distintos.

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