UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2017
Julgue o item a seguir, relativo a condições associadas a pacientes politraumatizados. O choque neurogênico que pode ocorrer no paciente politraumatizado decorre de traumatismo raquimedular e caracteriza-se por queda do retorno venoso, determinado pela vasodilatação periférica, o que gera taquicardia e hipotensão, que não respondem à reposição volêmica em virtude da vasoplegia.
Choque neurogênico = hipotensão + bradicardia + vasodilatação periférica (perda tônus simpático).
O choque neurogênico, causado por lesão medular alta (T6 ou acima), resulta em perda do tônus simpático, levando a vasodilatação periférica e, crucialmente, bradicardia (não taquicardia) devido à ausência de resposta simpática compensatória. A reposição volêmica é inicial, mas vasopressores são frequentemente necessários.
O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que ocorre em pacientes com lesão medular espinhal, tipicamente acima do nível de T6. É uma condição grave que exige reconhecimento e manejo rápidos, especialmente em pacientes politraumatizados. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para diferenciá-lo de outras formas de choque e aplicar o tratamento correto. A fisiopatologia do choque neurogênico envolve a interrupção das vias simpáticas descendentes da medula espinhal. Isso leva à perda do tônus vasomotor simpático, resultando em vasodilatação arterial e venosa generalizada. A vasodilatação causa uma diminuição da resistência vascular sistêmica e um acúmulo de sangue no leito venoso, reduzindo o retorno venoso e, consequentemente, o débito cardíaco. Diferentemente de outros choques, a ausência de inervação simpática cardíaca impede a resposta taquicárdica compensatória, levando à bradicardia ou frequência cardíaca normal, juntamente com hipotensão e pele quente e seca (devido à vasodilatação). O manejo do choque neurogênico inclui a imobilização da coluna vertebral, reposição volêmica inicial para otimizar a pré-carga (embora a vasoplegia limite a resposta), e o uso de vasopressores (como noradrenalina) para restaurar o tônus vascular e a pressão arterial. A bradicardia pode ser tratada com atropina ou cronotrópicos. O reconhecimento precoce da bradicardia em um paciente hipotenso com lesão medular é a chave para o diagnóstico e tratamento eficazes, evitando a confusão com choque hipovolêmico puro.
A principal diferença é a presença de bradicardia (ou frequência cardíaca normal) no choque neurogênico, em contraste com a taquicardia compensatória observada na maioria dos outros choques (hipovolêmico, séptico, cardiogênico).
Ocorre devido à interrupção das vias simpáticas descendentes na medula espinhal (geralmente acima de T6), resultando em perda do tônus vasomotor simpático, vasodilatação periférica, acúmulo de sangue venoso e bradicardia por predomínio parassimpático.
O manejo inclui imobilização da coluna, reposição volêmica cautelosa para otimizar a pré-carga, e uso de vasopressores (ex: noradrenalina) para combater a vasodilatação e atropina para a bradicardia.
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