UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
Paciente de 25 anos bate a cabeça numa pedra ao pular num rio. Foi socorrido pelos familiares. Eles relatam que, após pular e bater a cabeça na pedra, o paciente perdeu a consciência. Foi prontamente socorrido e trazido ao hospital numa camionete.Ao exame físico, foi observado:A - vias aéreas pérvias. No hospital foi colocado o colar cervical. Traqueia centrada. Não observada turgência de veias jugulares. Não observado hálito etílico.B - respiração exclusivamente diafragmática, ausculta pulmonar normal, sem sinais externos de trauma, FR 12 rpm, SO₂: 97% em ar ambiente.C - pulsos periféricos finos, FC 40/bpm, PA 70/40 mmHg. Ausculta cardíaca normal. Bacia estável e abdome plano, flácido e sem sinais de trauma.D - Escala de coma de Glasgow = 07, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Sinal de hematoma subgaleal extenso em região frontal.E - não observados sinais de fraturas de ossos longos. Observado rubor na pele de forma difusa.Foi realizada a intubação orotraqueal para tratar o choque do paciente. No momento inicial, a melhor conduta será:
Trauma raquimedular alto → choque neurogênico (bradicardia, hipotensão, pele quente/rubor) → fluidos + vasopressor (noradrenalina).
O paciente apresenta sinais clássicos de choque neurogênico (bradicardia, hipotensão, pele quente e ruborizada, respiração diafragmática) após trauma raquimedular. A conduta inicial envolve reposição volêmica cautelosa e uso precoce de vasopressores, como a noradrenalina, para restaurar a perfusão.
O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que ocorre devido à perda do tônus simpático após uma lesão na medula espinhal, geralmente acima de T6. Isso resulta em vasodilatação periférica generalizada e bradicardia, levando a hipotensão severa e má perfusão tecidual. É uma complicação grave do trauma raquimedular e exige reconhecimento e manejo rápidos. O diagnóstico é clínico, caracterizado pela tríade de hipotensão, bradicardia e pele quente e seca (devido à interrupção da inervação simpática para os vasos sanguíneos e glândulas sudoríparas). A respiração diafragmática sugere lesão cervical alta. É crucial diferenciá-lo do choque hipovolêmico, que tipicamente apresenta taquicardia e pele fria e úmida. O tratamento inicial, conforme as diretrizes do ATLS, envolve a estabilização da via aérea (intubação se Glasgow < 8 ou insuficiência respiratória), imobilização cervical e reposição volêmica cautelosa com cristaloides (ex: 500 mL de Ringer Lactato em 30 minutos) para otimizar a pré-carga. No entanto, o pilar do tratamento é o uso precoce de vasopressores, como a noradrenalina, para restaurar o tônus vascular e a pressão arterial, combatendo a vasodilatação. Atropina pode ser usada para bradicardia refratária.
Os sinais clássicos incluem hipotensão, bradicardia, pele quente e ruborizada (devido à vasodilatação periférica) e, em casos de lesão alta, respiração diafragmática.
A conduta inicial envolve reposição volêmica cautelosa (500 mL de Ringer Lactato em 30 minutos) para otimizar a pré-carga, seguida da introdução precoce de vasopressores como a noradrenalina para combater a vasodilatação.
O choque neurogênico se diferencia pela presença de bradicardia e pele quente/ruborizada, enquanto o choque hipovolêmico cursa com taquicardia e pele fria/pálida.
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