Choque Neurogênico: Fisiopatologia e Sinais Chave

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

O choque neurogênico:

Alternativas

  1. A) Cursa com pele fria e úmida.
  2. B) Cursa com diminuição do débito cardíaco e do retorno venoso.
  3. C) Cursa com diminuição de volemia e da diurese.
  4. D) Não pode ser causado por uma dor súbita forte, uma dilatação gástrica aguda ou uma raquianestesia alta.
  5. E) Cursa com aumento da resistência vascular sistêmica e da frequência cardíaca.

Pérola Clínica

Choque neurogênico → perda tônus simpático = vasodilatação, bradicardia, hipotensão, ↓ débito cardíaco e retorno venoso.

Resumo-Chave

O choque neurogênico é causado pela perda do tônus simpático devido a uma lesão medular alta, resultando em vasodilatação periférica generalizada, bradicardia e hipotensão. Essa vasodilatação leva a um acúmulo de sangue na periferia, diminuindo o retorno venoso ao coração e, consequentemente, o débito cardíaco.

Contexto Educacional

O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que ocorre devido à perda do tônus vasomotor simpático, geralmente após uma lesão medular espinhal acima de T6. É crucial para residentes compreenderem sua fisiopatologia e apresentação clínica, pois o manejo difere de outros tipos de choque. A condição leva a uma vasodilatação periférica maciça, resultando em hipotensão e bradicardia. A fisiopatologia central envolve a interrupção das vias simpáticas que controlam o tônus vascular e a frequência cardíaca. Sem a inervação simpática, há predominância do tônus parassimpático, causando bradicardia e vasodilatação. Essa vasodilatação leva ao "pooling" de sangue na periferia, diminuindo o retorno venoso ao coração e, consequentemente, o débito cardíaco, apesar de uma volemia intravascular normal. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de hipotensão, bradicardia e pele quente e seca em um paciente com lesão medular. O tratamento visa restaurar a perfusão tecidual e inclui a reposição volêmica cautelosa para preencher o leito vascular dilatado, seguida pelo uso de vasopressores (como norepinefrina) para aumentar o tônus vascular e, se necessário, atropina para bradicardia sintomática. É fundamental diferenciar o choque neurogênico do choque espinhal, que é a perda temporária de função neurológica abaixo do nível da lesão, e do choque hipovolêmico, que cursa com taquicardia e pele fria. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são vitais para prevenir complicações e melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos do choque neurogênico?

Os sinais clássicos incluem hipotensão arterial, bradicardia e pele quente e seca, resultantes da perda do tônus simpático.

Qual a principal causa do choque neurogênico?

A principal causa é a lesão medular espinhal acima de T6, que interrompe as vias simpáticas descendentes.

Como o choque neurogênico afeta o débito cardíaco e o retorno venoso?

A vasodilatação generalizada leva ao acúmulo de sangue na periferia, diminuindo o retorno venoso ao coração e, consequentemente, o débito cardíaco.

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