PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Pré-termo, nascido de parto cesárea de urgência, necessitou de reanimação avançada na sala de parto, com diagnóstico de asfixia grave. Apresentou sinais clínicos de choque com seis horas de vida. A abordagem do estado hemodinâmico do paciente inclui
Choque em RN com asfixia grave → Suporte com aminas vasoativas (Dopamina/Dobutamina) após fluidos.
Recém-nascidos pré-termo com asfixia grave são de alto risco para choque. Após a estabilização inicial e expansão volêmica, se o choque persistir, o suporte com aminas vasoativas como dopamina ou dobutamina é fundamental para manter a perfusão orgânica e a pressão arterial.
O choque neonatal é uma emergência pediátrica grave, especialmente em recém-nascidos pré-termo com histórico de asfixia grave. A asfixia perinatal pode levar à disfunção miocárdica e à má distribuição do fluxo sanguíneo, resultando em choque cardiogênico ou distributivo. O reconhecimento precoce dos sinais de choque, como hipotensão, tempo de preenchimento capilar prolongado, pulsos débeis e oligúria, é fundamental para um manejo eficaz e para a prevenção de sequelas neurológicas e orgânicas. A abordagem inicial do choque neonatal envolve a estabilização da via aérea, respiração e circulação (ABC). A expansão volêmica com cristaloides isotônicos (NaCl 0,9%) é a primeira linha de tratamento para restaurar a pré-carga. No entanto, em recém-nascidos com asfixia e disfunção miocárdica, a resposta à fluidoterapia pode ser limitada. Quando o choque persiste apesar da expansão volêmica adequada, a introdução de aminas vasoativas é essencial. A dopamina é frequentemente a primeira escolha, com efeitos inotrópicos e vasopressores dose-dependentes. A dobutamina pode ser preferida em casos de disfunção miocárdica predominante. O uso de hidrocortisona é reservado para casos de insuficiência adrenal comprovada ou suspeita, e a correção de acidemia metabólica com bicarbonato de sódio deve ser cautelosa e guiada por gasometria, evitando supercorreção. O residente deve dominar a fisiologia cardiovascular neonatal e o uso criterioso de drogas vasoativas.
As principais causas incluem choque hipovolêmico (hemorragia, desidratação), choque séptico, choque cardiogênico (cardiopatias congênitas, asfixia grave) e choque distributivo (sepse, anafilaxia).
As aminas vasoativas são indicadas quando o choque persiste após a otimização da volemia (expansão com cristaloides) e correção de distúrbios metabólicos, visando melhorar a contratilidade miocárdica e/ou o tônus vascular.
Dopamina é frequentemente a primeira escolha, com efeitos dose-dependentes (renal, inotrópico, vasopressor). Dobutamina é usada para choque cardiogênico com baixa contratilidade. Norepinefrina pode ser usada para choque vasoplégico.
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