Choque Neonatal: Manejo da Baixa Perfusão em RN

HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2015

Enunciado

Recém-Nascido (RN) apresenta quadro de desconforto respiratório devido à doença de membrana hialina, com baixa perfusão periférica. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica correta.

Alternativas

  1. A) Fase expansiva com soro glicosado a 10% a 20 mL/Kg, seguida de infusão contínua de dobutamina caso não responda.
  2. B) Fase expansiva com soro fisiológico a 10 mL/Kg, seguida de infusão contínua de dopamina caso não responda.
  3. C) Fase expansiva com soro glicosado a 5% a 29 mL/Kg, seguida de adrenalina em infusão contínua caso não responda.
  4. D) Fase expansiva com soro fisiológico a 20 mL/Kg, seguida de adrenalina em infusão contínua caso não responda.
  5. E) Fase expansiva com soro glicosado a 10% a 20 mL/Kg, seguida de infusão contínua com dopamina e dobutamina caso não responda.

Pérola Clínica

Choque em RN (DMH + baixa perfusão) → SF 0,9% 10-20 mL/Kg; se não responder, iniciar dopamina.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos com choque (evidenciado por baixa perfusão periférica e desconforto respiratório), a conduta inicial é a expansão volêmica com soro fisiológico. Se a resposta for inadequada, a dopamina é o vasopressor de primeira linha para suporte hemodinâmico.

Contexto Educacional

O choque neonatal é uma emergência pediátrica que pode ser desencadeada por diversas causas, incluindo sepse, hemorragia, cardiopatias congênitas e, como neste caso, complicações da Doença de Membrana Hialina (DMH) que levam a hipóxia e acidose, afetando a função cardíaca e a perfusão. A baixa perfusão periférica é um sinal crítico de choque. A conduta inicial para o choque em recém-nascidos é a estabilização hemodinâmica, começando pela expansão volêmica. O soro fisiológico 0,9% é o cristaloide de escolha, administrado em bolus de 10 a 20 mL/Kg em 15-20 minutos, podendo ser repetido. O objetivo é restaurar o volume intravascular e melhorar a perfusão. Se a expansão volêmica não for suficiente para reverter o quadro de choque, a próxima etapa é a introdução de drogas vasoativas. A dopamina é frequentemente a primeira escolha em neonatos, especialmente em choque distributivo ou cardiogênico, devido aos seus efeitos inotrópicos e vasopressores, dependendo da dose. Outras opções incluem dobutamina e adrenalina, conforme a etiologia e resposta.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira medida para tratar choque em recém-nascidos?

A primeira medida para tratar choque em recém-nascidos é a expansão volêmica, utilizando soro fisiológico 0,9% em bolus de 10 a 20 mL/Kg, administrado em 15-20 minutos, podendo ser repetido conforme a resposta clínica.

Por que o soro fisiológico é preferível ao soro glicosado na expansão volêmica neonatal?

O soro fisiológico é um cristaloide isotônico que permanece no espaço intravascular, sendo mais eficaz para restaurar o volume circulante. O soro glicosado é hipotônico e se distribui rapidamente para o espaço intracelular, sendo ineficaz para expansão volêmica.

Quando e como a dopamina é utilizada no choque neonatal?

A dopamina é utilizada no choque neonatal quando a expansão volêmica inicial não é suficiente para estabilizar o paciente. É administrada em infusão contínua, com a dose ajustada para obter os efeitos inotrópicos e vasopressores desejados.

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