SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Em relação ao trauma raquimedular, assinale a afirmativa CORRETA.
Choque medular = disfunção temporária da medula abaixo da lesão (hipotonia, arreflexia, paralisia), resolve em 24-48h, até 2 semanas.
O choque medular é uma condição transitória que se manifesta como perda completa da função motora, sensitiva e reflexa abaixo do nível da lesão medular. É importante diferenciá-lo do choque neurogênico, que é uma forma de choque distributivo com hipotensão e bradicardia devido à perda do tônus simpático.
O trauma raquimedular (TRM) é uma lesão devastadora que pode resultar em déficits neurológicos permanentes. A compreensão das síndromes associadas e do manejo inicial é crucial para o prognóstico do paciente. O choque medular é uma condição fisiológica temporária que ocorre imediatamente após uma lesão medular, caracterizada por perda de todos os reflexos, tônus muscular e sensibilidade abaixo do nível da lesão. Essa condição pode durar de 24 a 48 horas, mas, em casos excepcionais, pode se estender por até algumas semanas, e sua resolução é marcada pelo retorno dos reflexos. É fundamental diferenciar o choque medular do choque neurogênico. O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que ocorre em lesões medulares acima de T6, resultando na interrupção das vias simpáticas. Isso leva à perda do tônus vasomotor, causando vasodilatação periférica, hipotensão e bradicardia. Ao contrário do choque hipovolêmico, as extremidades no choque neurogênico são tipicamente quentes e secas. O tratamento do choque neurogênico envolve reposição volêmica cautelosa e uso de vasopressores para manter a pressão arterial, além de atropina para bradicardia. Em relação ao diagnóstico por imagem, as radiografias simples de coluna ainda podem ser úteis como triagem inicial, mas a tomografia computadorizada (TC) é o método de escolha para avaliar fraturas ósseas e o alinhamento da coluna. A ressonância magnética (RNM) é superior para visualizar lesões de partes moles, como ligamentos, discos e a própria medula espinhal, sendo essencial para avaliar o grau de compressão medular. O uso de corticoides (metilprednisolona) em altas doses para TRM, embora historicamente utilizado, não é mais uma recomendação padrão devido à falta de evidências de benefício clínico significativo e ao aumento do risco de complicações.
Choque medular é uma disfunção temporária da medula espinhal abaixo da lesão, caracterizada por perda de reflexos, tônus muscular e paralisia. Choque neurogênico é um tipo de choque distributivo causado pela perda do tônus simpático, resultando em hipotensão, bradicardia e vasodilatação periférica (extremidades quentes).
Atualmente, o uso rotineiro de metilprednisolona em altas doses para trauma raquimedular não é recomendado. Estudos não demonstraram benefício claro e associaram o tratamento a um aumento de complicações, como infecções e sangramento gastrointestinal.
A Síndrome de Brown-Séquard resulta da hemissecção da medula espinhal. Caracteriza-se por perda ipsilateral da função motora e propriocepção, e perda contralateral da sensibilidade à dor e temperatura, ambas abaixo do nível da lesão.
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