Choque Medular vs. Neurogênico: Diferenças Essenciais

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024

Enunciado

Assinale a alternativa correta com relação ao choque medular e choque neurogênico.

Alternativas

  1. A) No choque medular, todas as funções medulares abaixo do nível da lesão estão abolidas e apresentam paralisia flácida, arreflexia global e anestesia para todas as formas de sensibilidade.
  2. B) O choque medular é uma condição irreversível, que pode ocorrer após lesão aguda traumática. A ausência do reflexo bulbocavernoso (este reflexo é testado fazendo um estimulo na glande ou no clitóris e checando se há ou não contração do esfíncter anal) é mantida de modo irreversível.
  3. C) O choque neurogênico resulta de uma disfunção autonômica com repercussões vasomotoras e cardíacas. A taquicardia e hipertensão arterial são suas manifestações clínicas mais comuns.
  4. D) Mesmo após os neurônios recuperarem a sua excitabilidade, a arreflexia global se mantém, acompanhada de hipotonia e espasticidade.

Pérola Clínica

Choque medular = abolição TOTAL das funções medulares abaixo da lesão (flacidez, arreflexia, anestesia).

Resumo-Chave

O choque medular é uma condição transitória que ocorre imediatamente após uma lesão medular aguda, caracterizada pela abolição completa de todas as funções neurológicas (motoras, sensitivas e reflexas) abaixo do nível da lesão. É distinto do choque neurogênico, que é uma forma de choque distributivo resultante da perda do tônus simpático e se manifesta com hipotensão e bradicardia.

Contexto Educacional

O choque medular e o choque neurogênico são duas condições distintas, mas frequentemente confundidas, que podem ocorrer após uma lesão medular traumática. O choque medular é um fenômeno fisiológico transitório que ocorre imediatamente após a lesão, caracterizado pela abolição completa de todas as funções neurológicas (motoras, sensitivas e reflexas) abaixo do nível da lesão. Clinicamente, manifesta-se com paralisia flácida, arreflexia global e anestesia. Sua duração é variável, e o retorno do reflexo bulbocavernoso é o marcador do seu término. Em contraste, o choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que resulta da interrupção das vias simpáticas descendentes da medula espinhal, geralmente em lesões acima de T6. Isso leva à perda do tônus vasomotor simpático, resultando em vasodilatação periférica, acúmulo de sangue nos vasos e hipotensão. A bradicardia é comum devido à predominância do tônus parassimpático não oposto. É uma emergência hemodinâmica que requer manejo com fluidos e vasopressores. É crucial diferenciar essas duas condições para o manejo adequado do paciente com lesão medular. Enquanto o choque medular é uma disfunção neurológica temporária, o choque neurogênico é uma instabilidade hemodinâmica que pode levar à hipoperfusão de órgãos. A compreensão clara de suas manifestações e fisiopatologia é essencial para o residente.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do choque medular?

O choque medular é caracterizado por paralisia flácida, arreflexia global e anestesia para todas as formas de sensibilidade abaixo do nível da lesão, devido à abolição completa das funções medulares.

Como o choque neurogênico difere do choque medular?

O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo causada pela perda do tônus simpático, resultando em hipotensão e bradicardia. O choque medular, por sua vez, é a perda das funções neurológicas da medula, sendo um fenômeno transitório.

O que indica o fim do choque medular?

O fim do choque medular é clinicamente marcado pelo retorno do reflexo bulbocavernoso, indicando o início da recuperação da excitabilidade dos neurônios medulares abaixo do nível da lesão.

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