HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Mulher, 33 anos de idade, vítima de colisão entre motocicleta e automóvel, é atendida no pré-hospitalar com vias aéreas pérvias, boa expansibilidade torácica e palidez cutaneomucosa importante. Ao exame físico, apresentou FC de 132 bpm, PA de 82x55 mmHg, Sat. O2 de 98% e TEC de 4s. A equipe deve
Trauma com choque hipovolêmico (FC 132, PA 82x55, TEC 4s) → 500 mL cristaloide, ácido tranexâmico e remoção rápida.
Paciente vítima de trauma com sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão, palidez, TEC prolongado) necessita de intervenção rápida. A conduta inicial inclui a administração de um bolus de cristaloide (500 mL em adultos, conforme ATLS) e ácido tranexâmico para controle de sangramento, seguido de remoção imediata para centro de trauma.
O manejo do choque hipovolêmico em vítimas de trauma é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. A apresentação clínica de taquicardia, hipotensão, palidez e tempo de enchimento capilar prolongado são indicativos claros de choque, provavelmente hipovolêmico devido ao mecanismo de trauma. A prioridade é restaurar a perfusão tecidual e controlar a fonte do sangramento. As diretrizes do ATLS (Advanced Trauma Life Support) recomendam uma abordagem cautelosa na reposição volêmica inicial. Em adultos, um bolus de 500 mL de solução cristaloide (geralmente Ringer Lactato ou soro fisiológico 0,9%) é administrado, com reavaliação da resposta. A infusão excessiva de fluidos antes do controle definitivo do sangramento pode piorar a coagulopatia e a hipotermia, fenômenos conhecidos como "triade da morte" no trauma. O ácido tranexâmico é um medicamento antifibrinolítico que demonstrou reduzir a mortalidade em pacientes traumatizados com sangramento significativo, especialmente se administrado nas primeiras 3 horas após o trauma. Sua inclusão na conduta inicial é crucial. Após as intervenções iniciais, a remoção rápida para um centro de trauma é imperativa para o tratamento definitivo da fonte do sangramento e o manejo avançado do choque.
Os sinais incluem taquicardia, hipotensão, palidez cutaneomucosa, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), alteração do nível de consciência e oligúria, indicando perfusão tecidual inadequada.
A conduta inicial envolve a garantia de vias aéreas pérvias, controle de hemorragias externas, administração de um bolus de 500 mL de solução cristaloide (em adultos), ácido tranexâmico e transporte rápido para um centro de trauma.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que ajuda a reduzir a perda sanguínea em pacientes traumatizados com sangramento significativo, devendo ser administrado nas primeiras 3 horas após o trauma.
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