Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Paciente de 25 anos, vítima de acidente automobilístico (carro x carro) dá entrada no pronto-socorro com os seguintes achados no exame físico: alternância de confusão mental com sonolência, FC= 120 bpm, PA =80/50 mmHg, palidez cutâneo-mucosa, sinais de choque, distensão abdominal com dor à palpação profunda. Considerando esses achados, a hipótese clínica mais provável é:
Trauma abdominal + choque hipovolêmico + distensão abdominal = Hemorragia intracavitária até prova em contrário.
A combinação de trauma abdominal, sinais de choque (taquicardia, hipotensão, palidez) e distensão abdominal com dor é altamente sugestiva de hemorragia intracavitária, como hemoperitônio. A instabilidade hemodinâmica exige investigação e intervenção rápidas.
Pacientes vítimas de trauma automobilístico que dão entrada no pronto-socorro com sinais de choque (taquicardia, hipotensão, palidez) e achados abdominais como distensão e dor à palpação profunda devem ter como principal hipótese diagnóstica a hemorragia intracavitária. Este cenário é típico de um trauma abdominal fechado com lesão de órgãos sólidos ou vasos, resultando em sangramento para a cavidade peritoneal. A fisiopatologia do choque hipovolêmico decorre da perda de volume sanguíneo, levando à diminuição do débito cardíaco e perfusão tecidual inadequada. A confusão mental e sonolência são indicativos de hipoperfusão cerebral. A distensão abdominal e a dor à palpação profunda sugerem acúmulo de sangue (hemoperitônio) ou irritação peritoneal. A avaliação primária (ABCDE) e a ressuscitação volêmica são prioritárias, seguidas pela busca da fonte do sangramento. O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, se necessário, transfusão sanguínea. Exames como o FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) são cruciais para identificar rapidamente a presença de líquido livre na cavidade abdominal. Em pacientes instáveis com FAST positivo, a laparotomia exploratória de emergência é frequentemente indicada para controle do sangramento. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são essenciais para a sobrevida desses pacientes.
Os sinais clássicos de choque hipovolêmico incluem taquicardia, hipotensão, palidez cutâneo-mucosa, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência e oligúria.
O exame inicial de escolha para investigar hemorragia intracavitária em paciente instável é o FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), que busca líquido livre na cavidade abdominal.
Em trauma abdominal fechado, os órgãos mais frequentemente lesados com potencial de sangramento significativo são o baço (mais comum), o fígado e os vasos retroperitoneais.
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